sexta-feira, 3 de julho de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Michel
Quantos tipos apreciados pelo seu sapateado conhecem vocês? Não, o Fred Astaire e o Gene Kelly não contam, referia-me a gente viva (com todo o respeito pela outra). Pois…só me ocorre um nome – Michel. Fui pesquisar e descobri que este francês tem um Curriculum Vitae de fazer inveja à Madonna, anda por Portugal há tanto tempo quanto eu (e já lá vão uns anos desde a última vez que beneficiei dum desconto do Cartão Jovem) e toca acordeão quase tão bem quanto “sapateia”. Mas não foi bem descobrir, mais relembrar… o Michel é como o vídeo do The Neverending Story ou o dos Da Vinci, a mão do Maradona ou a do Vata – un souvenir d'enfance. Mas para ele aparecer aqui tudo isto pouco ou nada contou. Valeu-lhe apenas o visual sóbrio…e o amigo. Afinal de contas, eu não o reconheci... (as reminiscências são como rasgos de génio da nossa própria memoria, só se nos despertam quando voltamos costas)
terça-feira, 30 de junho de 2009
Rua Augusta - casaco e chapéu de mãos dadas
Casaco branco não é coisa que muitos homens portugueses se sintam confortáveis em vestir. Chapéu branco não é coisa que muitos homens portugueses se sintam confortáveis em usar. Mas ainda há alguns para quem não parece ser problema usar tanto um como outro. E de preferência… em simultâneo. Ainda ontem conheci um desses homens – o Sr. Alcídio de Carvalho.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
A moda e o mundo rural (Várzea de Santarém)
- Ah e tal...tenho um monte no Alentejo.
Quando entrei na faculdade eram frases como esta que mais sofisticação delegavam no mundo rural. Em pleno confronto directo para ver quem mais doses de charme lançava sobre uma mesma miúda lá me ia safando com um “Sei de um monte giro, não muito caro. [No meu Fiat (com leitor de K7) sem ar condicionado mas com os dois vidros bem abertos] estamos lá em pouco mais de duas horas”.
Os tempos são outros (o carro e o rádio não), o mundo rural é agora visto de uma forma cool, sofisticada. Voltámos a valorizar o conceito de “tradicional”, enaltecemos uma catrefada de vezes que isto ou aquilo é feito à mão, plantamos hortas no meio da cidade (e os nosso amigos acham o máximo), preferimos comida natural a corantes e conservantes e estamos dispostos a pagar (e às vezes muito) para que famílias de agricultores partilhem connosco o seu modo de vida. O conceito de Pousada compete, ombro a ombro, com hotéis de porteiros de fraque e cartola, eu já ganho vergonha na cara quando não consigo reconhecer a planta que o meu avô tem no seu alpendre (e ele pergunta sempre, meio gozão, “com que então julgavas que a batata vinha do pacote, não era?”), percebemos que não conhecer o Vale do Douro deverá ser motivo de maior embaraço que nunca ter passado férias na Praia da Rocha e, de repente, queremos lá nós saber que a água de Sagres seja gelada e achamos de longe maior encanto às praias vicentinas que àquelas que ligam Vilamoura a Albufeira.
A moda não é autista e se toda a gente lhe diz que “O mundo rural é que esta a dar” ela debruça-se sobre ele. Confesso que não estava bem certo disso e que ainda vivia um bocado na ideia (e no preconceito) de que as colecções eram quase todas baseadas em astronautas ou no que quer que pudesse haver de concepções futuristas. Mas uma colega minha do 5º ano (hoje, distinta Designer de Moda em Estocolmo) explicou-me, via e-mail, o quão enganado estava (obrigado F.). E realmente…penso nos bonés, nas boinas e nos chapéus (se na cidade metade do que se põe na cabeça se usa por estilo, no campo, faz-se por zelo), nos xailes e écharpes, nos ensebados e nas samarras, nos lenços na cabeça e na lapela ou nas pequenas fortunas que gastamos em botifarras que lembram o calçado de quem lavra a terra…
Quando entrei na faculdade eram frases como esta que mais sofisticação delegavam no mundo rural. Em pleno confronto directo para ver quem mais doses de charme lançava sobre uma mesma miúda lá me ia safando com um “Sei de um monte giro, não muito caro. [No meu Fiat (com leitor de K7) sem ar condicionado mas com os dois vidros bem abertos] estamos lá em pouco mais de duas horas”.
Os tempos são outros (o carro e o rádio não), o mundo rural é agora visto de uma forma cool, sofisticada. Voltámos a valorizar o conceito de “tradicional”, enaltecemos uma catrefada de vezes que isto ou aquilo é feito à mão, plantamos hortas no meio da cidade (e os nosso amigos acham o máximo), preferimos comida natural a corantes e conservantes e estamos dispostos a pagar (e às vezes muito) para que famílias de agricultores partilhem connosco o seu modo de vida. O conceito de Pousada compete, ombro a ombro, com hotéis de porteiros de fraque e cartola, eu já ganho vergonha na cara quando não consigo reconhecer a planta que o meu avô tem no seu alpendre (e ele pergunta sempre, meio gozão, “com que então julgavas que a batata vinha do pacote, não era?”), percebemos que não conhecer o Vale do Douro deverá ser motivo de maior embaraço que nunca ter passado férias na Praia da Rocha e, de repente, queremos lá nós saber que a água de Sagres seja gelada e achamos de longe maior encanto às praias vicentinas que àquelas que ligam Vilamoura a Albufeira.
A moda não é autista e se toda a gente lhe diz que “O mundo rural é que esta a dar” ela debruça-se sobre ele. Confesso que não estava bem certo disso e que ainda vivia um bocado na ideia (e no preconceito) de que as colecções eram quase todas baseadas em astronautas ou no que quer que pudesse haver de concepções futuristas. Mas uma colega minha do 5º ano (hoje, distinta Designer de Moda em Estocolmo) explicou-me, via e-mail, o quão enganado estava (obrigado F.). E realmente…penso nos bonés, nas boinas e nos chapéus (se na cidade metade do que se põe na cabeça se usa por estilo, no campo, faz-se por zelo), nos xailes e écharpes, nos ensebados e nas samarras, nos lenços na cabeça e na lapela ou nas pequenas fortunas que gastamos em botifarras que lembram o calçado de quem lavra a terra…
Estaria a dar-vos uma grandessíssima tanga se dissesse que tudo isto me ocorreu quando, naquele fim de tarde abafado, acabado de sair da bonita Igreja onde se casou a Filipa e o João, avistei este senhor com as suas ovelhas – queria escrever o seu nome completo, tal qual mo disse a mim, mas não encontro o papel onde anotei nome e morada e sempre me ensinaram que, não devo trata alguém que não conheço bem, apenas pelo seu nome próprio. Pensei apenas que não era todos os dias que tinha a oportunidade de fotografar um homem com o seu rebanho. Parei o carro e fui-lhe falar. Achei que recriava na perfeição a personagem colectiva que tinha em mente. Agora, resta-me reencontrar a sua morada e cumprir com o prometido – enviar-lhe a fotografia que tenho aqui ao meu lado (ou se preferirem... "à minha beira")
quarta-feira, 24 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
Quem disse que riscas não dão com riscas?
[o post inicial não "trazia" texto mas perante algumas questões que surgiram nos comentários (contente por a imagem ter gerado feedback) decidi escrever]
As gravatas de malha, não sendo as mais comuns, não são propriamente espécimes raros. Para cores, padrões, formatos e preços diferentes podem encontrá-las, entre outros, no Nunes Corrêa, na Cravatta House ou na Labrador. Mas as minhas preferidas são escolhidas na Lourenço & Santos, 50 metros abaixo do antigo Cinema Condes (actual Hard Rock Café). E concordo com o que alguém escreveu; estas gravatas, à semelhança dos casacos de malha, transportam-me para uma imagem dum afável patriarca de família. Mas isso não me impede de usar e abusar delas. Ou não vos falei ainda na minha queda por contrastes?
As gravatas de malha, não sendo as mais comuns, não são propriamente espécimes raros. Para cores, padrões, formatos e preços diferentes podem encontrá-las, entre outros, no Nunes Corrêa, na Cravatta House ou na Labrador. Mas as minhas preferidas são escolhidas na Lourenço & Santos, 50 metros abaixo do antigo Cinema Condes (actual Hard Rock Café). E concordo com o que alguém escreveu; estas gravatas, à semelhança dos casacos de malha, transportam-me para uma imagem dum afável patriarca de família. Mas isso não me impede de usar e abusar delas. Ou não vos falei ainda na minha queda por contrastes?
domingo, 21 de junho de 2009
Ericeira - Sr. Nicolau da Praia da Baleia
Depois de ter tirado a fotografia cheguei à conclusão que tínhamos todos reparado no Sr. Nicolau mal chegámos à praia. Um misto de Hemingway e do homem latino que faz as delícias das mulheres do Norte da Europa que escolhem Portugal para gozar uns dias de praia e diversão. “É o homem mais conhecido da Ericeira” gritou-me o Nadador Salvador sénior com orgulho vincado de amigo enquanto fechava a sua barraca. De que adianta falar no intemporal pólo Lacoste (que trazia vestido) quando se está perante uma figura assim?
sexta-feira, 19 de junho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
Equilíbrio de contrastes
Sempre achei que um bom equilíbrio de contrastes era meio caminho andado para um cenário bonito. Lembro-me do Francisco, um mulato enorme lá da rua que vestia sempre uns impecáveis fatos de linho claro, do punk de olhos azuis e faces rosadas com quem me costumava cruzar no metro da Cidade Universitária, de uma qualquer peça clara por cima de uma pele bronzeada ou da mania de usar a camisa mais clássica e o pull-over mais cagão com as minhas calças mais largas. As tatuagens, goste-se mais ou menos, são uma imagem forte, e nos homens, quase sempre agressiva. Os óculos graduados, por mais esforços de Design ou ginástica de Marketing, dificilmente perderão a sua conotação de serenidade, sabedoria ou trabalho. Os dois juntos são o Alexandre. Aqui, o pólo da Fred Perry – que per si já valia um post – é apenas um bónus. Tudo o resto é Alex
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Moda e motociclos
Tive de correr, fazer fé que as limitações de trânsito da baixa jogassem a meu favor e tirar partido da cor do semáforo para conseguir tirar esta fotografia. Voltei costas a pensar “já é a segunda fotografia que tiro a uma mota e do Alfaiate, espera-se antes que tudo o mais, que seja um blogue de moda ou que nela se inspire para falar do tal tudo o mais”. Fiquei a remoer no quão giro era a mota e nos aparentemente bem sucedidos posts em que não me cingi à pura análise estética dos trajes daqueles que se deixaram fotografar. Virei na Rua Augusta e entrei no MUDE (Museu de Design e Moda) e a primeira coisa que vi exposta, antes ainda de um conjunto de saia e casaco Christian Dior, foi uma Vespa 125. Aí pensei vaidoso:
- Para funcionário bancário não estás nada mal.
p.s. - gostou da scooter? carregue aqui para saber mais
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Elegância paulista
Há duas razões essenciais para que não publique um post todos os dias. A primeira tem que ver com constrangimentos pessoais, a outra é o simples facto de as pessoas terem o (bom) hábito de andar acompanhadas. Interromper qualquer diálogo para sugerir “ia precisar do vosso amigo(a) durante 30 segundos” parecer-me-á sempre um pouco indelicado para com o outro(s) interlocutor(es) e dificilmente não me evocará a tarefa mais ingrata daqueles cujo trabalho passa por estar à porta dos estabelecimentos nocturnos a definir quem entra e quem vai para casa. Divagações à parte... O marido desta senhora era bem parecido e charmoso demais para se deixar incomodar por um puto que, antes de se dirigir a ela mesma, lhe perguntou se podia fotografar a mulher dele. Enfim...deixemo-nos de tretas, a decisão caberia sempre a esta paulista mas todos sabemos que quando calha a quem mais gostamos somos sempre um pouco mais susceptíveis do que seríamos noutra circunstância qualquer. De resto, o seu marido tinha tanto em porte quanto em simpatia. Fotografar assim dá gozo
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Carta ao Manel (fardas e identidades)
Caro Manel,
Há quem tenha a capacidade de intimidar os outros pela sua presença, quem tenha a faculdade de fazer passar o trânsito pelo seu andar e há quem tenha a virtude de não se deixar mitigar por aquilo que veste. Quando estamos fardados perdemos sempre um pouco de nós em favor do pedaço de roupa que vestimos. Senti-me sempre um pouco menos Zé quando tive de o fazer. Imaginarás facilmente que para um gajo que se lembra de fazer um blogue sobre trapos, vestir os trapos que não escolheu lhe causará particular comichão. Mas tu Manel, tu disseste-me apenas “pode tirar uma fotografia sim, estou apenas a fazer o meu trabalho”. Pois estavas Manel. E quem olhava para ti percebia que quem te visse em traje de gala no Coliseu, ou de calções de banho na Costa, te veria sempre a ti. Já eu pareço experimentar uma multiplicidade de (alter) egos enquanto alterno entre o casaco e gravata de 2ª a 6ª e o boné e as alças de fim-de-semana. “pode tirar uma fotografia sim, estou apenas a fazer o meu trabalho”. Pois estás Manel, peço-te apenas que dês 10 minutos de tolerância a esse carro e que me perdoes tirar-te o “u” que o teu nome apresenta no B.I. Asseguro-te que o faço com a mesma simplicidade a quem (por vezes) custa não se apresentar como Zé no seu horário de expediente. E agora tenho que ir. Às 9h já tenho que ser José.
Um abraço
Zé
Há quem tenha a capacidade de intimidar os outros pela sua presença, quem tenha a faculdade de fazer passar o trânsito pelo seu andar e há quem tenha a virtude de não se deixar mitigar por aquilo que veste. Quando estamos fardados perdemos sempre um pouco de nós em favor do pedaço de roupa que vestimos. Senti-me sempre um pouco menos Zé quando tive de o fazer. Imaginarás facilmente que para um gajo que se lembra de fazer um blogue sobre trapos, vestir os trapos que não escolheu lhe causará particular comichão. Mas tu Manel, tu disseste-me apenas “pode tirar uma fotografia sim, estou apenas a fazer o meu trabalho”. Pois estavas Manel. E quem olhava para ti percebia que quem te visse em traje de gala no Coliseu, ou de calções de banho na Costa, te veria sempre a ti. Já eu pareço experimentar uma multiplicidade de (alter) egos enquanto alterno entre o casaco e gravata de 2ª a 6ª e o boné e as alças de fim-de-semana. “pode tirar uma fotografia sim, estou apenas a fazer o meu trabalho”. Pois estás Manel, peço-te apenas que dês 10 minutos de tolerância a esse carro e que me perdoes tirar-te o “u” que o teu nome apresenta no B.I. Asseguro-te que o faço com a mesma simplicidade a quem (por vezes) custa não se apresentar como Zé no seu horário de expediente. E agora tenho que ir. Às 9h já tenho que ser José.
Um abraço
Zé
quarta-feira, 3 de junho de 2009
A beleza da (m)paternidade
A minha última recordação do Ricardo tinha já uns 13 ou 14 anos…estávamos os dois de calças elásticas em torno duma roda de Capoeira. Eu, no clímax da minha (pré) adolescência e o Ricardo, desconfio, nos primeiros anos da sua maioridade.
Os tempos são outros. O Ricardo pareceu-me mais bonito, bem disposto e feliz. A culpa só pode ser da Graça, do Jorge e da Rosa e dos seus lindos chapéus brancos. Quando iniciei o Alfaiate nunca me passou pela cabeça conseguir captar uma imagem assim. A sua beleza consegue deixar na vulgaridade o retrato de uma mulher linda num vestido de gala decotado. De resto, não me ocorre acessório mais sexy que aqueles adornos marsupiais.
Nota: Gente interessante gera projectos interessantes. Este casal abriu recentemente uma loja. Eu gostei e (bem mais importante que isso) a Time Out e a Ana Garcia Martins também. Aos números 26-28 da Calçada do Carmo…Lisboa ao Carmo
Os tempos são outros. O Ricardo pareceu-me mais bonito, bem disposto e feliz. A culpa só pode ser da Graça, do Jorge e da Rosa e dos seus lindos chapéus brancos. Quando iniciei o Alfaiate nunca me passou pela cabeça conseguir captar uma imagem assim. A sua beleza consegue deixar na vulgaridade o retrato de uma mulher linda num vestido de gala decotado. De resto, não me ocorre acessório mais sexy que aqueles adornos marsupiais.
Nota: Gente interessante gera projectos interessantes. Este casal abriu recentemente uma loja. Eu gostei e (bem mais importante que isso) a Time Out e a Ana Garcia Martins também. Aos números 26-28 da Calçada do Carmo…Lisboa ao Carmo
terça-feira, 2 de junho de 2009
Maria - calções e botins
Há pessoas que não correspondem às nossas expectativas, outras há em que aquilo que se tem é aquilo que se vê. Isso aplica-se à Maria. Tão graciosa no trato quanto à vista
domingo, 31 de maio de 2009
O meu primeiro turbante
Se me perguntarem por um destino exótico o primeiro país que me ocorre é a Índia. Além disso tenho uma concepção hiper-romântica da mulher indiana e quando penso na sua versão masculina ocorre-me sempre aquela cena do Paciente Inglês em que a (personagem interpretada pela) Juliete Binoche se fica a babar ao ver o Naveen Andrews (Tenente Kip Singh) lavar o cabelo depois de o vermos tirar cuidadosamente o seu turbante.
Algumas das fotografias que aqui aparecem são conceitos que havia desenhado mentalmente e que aguardavam apenas a oportunidade certa para a sua concretização. O turbante era precisamente um deles. Reconheço que foi “ele” que me tinha levado de passagem pelo Martim Moniz e aproveito também para vos confessar que a última fotografia foi uma espécie de achado no meio de uma sequência que não era mais que um teste à luminosidade daquela praça. Mas o Martim Moniz e a ideia que dele têm os Lisboetas transporta-me para os aplausos com que brindamos Londres, Nova Iorque e todas essas metrópoles que servem de paradigmas aos “melting pots” e às “multiracial societies”. A verdade é que parecemos apreciar mais esses conceitos sociológicos quando se reproduzem a alguns milhares de quilómetros de distância das nossas casas. Não façam caso do plural, não é mais que uma forma (um tanto ou quanto) cobarde de tornar menos pesado o fardo deste meu acto de contrição – vês Mãe…perdi a fé em Deus, mas não na sua palavra.
E lembrei-me de tudo isto no momento em que voltei as costas a Balbir Singh. Só não sonhava que o seu apelido fosse o mesmo da personagem cinematográfica responsável pela minha visão charmosa do homem de origem indiana.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
Lisboa tropical
Não me estou a lembrar de outra capital europeia onde os mergulhos no mar e a História se possam conjugar tão bem quanto em Lisboa. Imagino por exemplo, que para aqueles que vivem ali algures entre o canal da Mancha e o Mar do Norte, a ideia de poder ir à praia em pleno Março ou Outubro lhes possa parecer simplesmente….tropical. O senso luso diz-nos que os apreciadores destas camisas as guardariam religiosamente para uma festa na praia ou umas férias no Pacífico mas vão lá dizer isso a quem apenas tem 1500 horas de sol por ano
domingo, 24 de maio de 2009
Estação do Rossio - Bohemian vintage
Tinha lido algures sobre uma exposição do Titanic em Lisboa. A ideia não me tinha ficado a matutar mas quando passei em frente à estação do Rossio achei que o dito naufrágio que tanto me encantava em miúdo era um bom pretexto para matar saudades da velha (renovada) estação. Pena que o preçário da bilheteira não se enquadrasse bem no meu conceito de fazer tempo enquanto a minha companhia para almoçar não chegava. Voltei costas ao naufrágio e dei de caras com o Gonçalo. O resto da história já vocês sabem…
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Tertúlia sobre estilo
Estes senhores pareciam coordenar uma qualquer produção de moda mesmo ali na Alexandre Herculano. Por algum motivo que não sei explicar pareceram-me um conceito mais interessante de explorar que a modelo que dava o rosto à campanha. Ela devia ter menos 7 anos e mais 2 centímetros que eu mas mesmo assim…
quarta-feira, 20 de maio de 2009
terça-feira, 19 de maio de 2009
domingo, 17 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Quadrados e coincidências

Percebi há já uns meses, enquanto folheava um editorial de moda da Men’sHealth, que os quadrados estavam de volta. Pela produção que ali era apresentada dei-me conta que com eles vinha atracado o visual meio descuidado de um lenhador, o olhar semi-cerrado à Bruce Willis e umas botifarras daquelas que tanto jeito me dão para conseguir olhar a minha namorada de cima. Lembrei-me do 1º concerto dos Pearl Jam em Portugal no Dramático de Cascais, em Novembro de 96, da camisa que devo ter levado, e dei por mim a pensar que sou menos imune a tendências do que às vezes gosto de pensar. De quadrados estamos conversados.
Tenho uma certa simpatia por coincidências. Não me deixam a pensar na ordem natural das coisas nem na boa ou má energia que circula pelo Universo mas acho-lhes graça. Estes dois tipos são alemães. Num espaço de 5 dias encontrei-os em plena Rua Augusta e na Fundição de Oeiras. Ok, são alemães, designers, vieram ao OFFF e lá se vai por terra uma história engraçada para contar ao jantar. Mas gostei deles, da sua receptividade à ideia, à fotografia e ao diálogo fácil. Este blogue, (tanto ou) mais que um blogue de moda ou de fotografias, é um blogue de pessoas. Não fossem elas e não teria durado mais que duas semanas.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
E o Terreiro do Paço parou..
Ouvi uma buzina. Os automobilistas não têm por hábito vibrar com as minhas travessias nas passadeiras mas voltei-me por instinto. Ali estavam especados os mesmos dois agentes a quem tinham escapado, numa linha recta que distava entre 5 a 10 metros do seu nariz, duas propostas irrecusáveis para adquirir cocaína (dali ao Rossio a regra parece manter-se; desde que não tentem oferecer “coca” aos senhores que lá estão fardados, vai tudo correr pelo melhor). A forma como se acotovelavam evocou-me a memória de quando, em plena pré-adolescência, víamos a Mariana Cardoso do 7ºB passar à nossa frente. Agarrei a máquina com força e disparei. Uns podem gostar mais, outros menos...mas que o Terreiro do Paço parou (ainda mais), ai isso parou
terça-feira, 12 de maio de 2009
Encore
"Não sei como conseguiste não o fotografar outra vez" disse a minha namorada quando, um dia a subir a avenida, o encontrámos a passear o cão. É mais ou menos essa a sensação que tenho sempre que me cruzo com o Luís. Quando me disse que ia para Paris em Junho não resisti e sugeri-lhe "Até lá, sempre que nos encontrarmos tiro-te uma fotografia". A resposta dele está aqui. Ganho eu, ganham vocês e ganha o Alfaiate. Espero que ganhe o Luís também
domingo, 10 de maio de 2009
O meu (2º) precedente
(Tal qual no meu 1º precedente) gostava de pedir desculpas a esta senhora por não lhe ter chegado a falar e, simultaneamente, lhe agradecer por estar aqui presente. Adorei o visual. Resta-me a esperança que um dia lhe seja dado a conhecer este blogue e, quem sabe, ela o adore também.
sábado, 9 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
(a propósito da 6a edição do) IndieLisboa
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Não sou de rótulos e nem com 15 anos tinha saco para aquela história das tribos urbanas que encontram para cada penteado, comprimento da bainha das calças, cor da roupa interior ou nº de macacos que se tira do nariz uma tipologia diferente onde, se bem me recordo, havia sempre lugar para um beto, um chunga, um gótico e um dread. Mas a verdade é que tenho de atribuir nomes aos posts, ou pelo menos, entendo que a beleza e o sentido destes começa no próprio título. Assim sendo, e atendendo ao visual daqueles que aqui aparecem, à qualidade do festival e aos 50 metros que distam aquele banco do São Jorge...
quarta-feira, 6 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
Port de Sóller - Uma senhora inglesa num vestido "norte-americano"
"I´m just an old lady" exclamou esta senhora. "Well...I love your dress and my girlfriend agrees" respondi-lhe sorridente.
domingo, 3 de maio de 2009
sexta-feira, 1 de maio de 2009
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