sexta-feira, 30 de Julho de 2010

Composição a branco

Composição a branco

quarta-feira, 28 de Julho de 2010

Mesmo cenário, mesma presença

Mesmo cenário, mesma presença

terça-feira, 27 de Julho de 2010

O Verão fica-lhe tão bem

O Verão fica-lhe tão bem

domingo, 25 de Julho de 2010

Après-soleil

Après-soleil

sexta-feira, 23 de Julho de 2010

Escolhas simples, efeitos bonitos

Escolhas simples, efeitos bonitos

quarta-feira, 21 de Julho de 2010

Serpa - Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe

Serpa - Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe

domingo, 18 de Julho de 2010

O orgulho





"nunca vi tantos paneleiros na minha vida". Foi assim que começou a minha passagem pela parada gay. Foi no táxi que apanhei no aeroporto que soube do evento. Pelo motorista, um madrileno de 25 anos que antes de andar nas rondas trabalhou 5 anos nas obras. Com base no meu senso-comum repleto de presunções sociológicas diria que dificilmente um português com a mesma trajectória falaria daquele evento num jeito tão natural. Sem um único travo de crítica ou escárnio. Falámos da parada da mesma forma que percorremos os caminhos das nossas selecções na África do Sul ou que trocámos números sobre a taxa de desemprego de cada um dos nossos países. Fui a Madrid visitar um amigo e curiosamente foi ele (que não é propriamente o mais gay friendly dos meus amigos) quem sugeriu que passássemos pela parada. E foi já no meio da festa que repeti com surpresa sincera "foda-se, nunca vi tantos paneleiros na minha vida". "paneleiro" é um termo feio. Primeiro na sua fónica e depois no seu sentido. Tanto assim é que o emprego mais vezes para falar de tipos que não me merecem o respeito que propriamente de tipos que se deitam com outros tipos. Mas não é sobre palavras ou glossários pessoais que me apetece falar. Até porque não planeio fazer nenhum mea culpa por não empregar os vocábulos mais precisos ou diplomaticamente correctos. É sobre a diferença, e sobre a forma como a olhamos. Parece reinar uma obsessão de identificar tudo o que se destaca daquilo que temos por regra. E de aplicar uma censura social em torno dela. Mais que uma lei ou uma proibição, a censura sobre o que quer que não ande alinhado com uma dada consciência colectiva pode ser a forma mais cruel de julgar alguém. Enquanto corríamos os inúmeros autocarros que compunham a parada ia reparando na quantidade de homens musculados, de traços viris e aparência masculina que iam revolucionando q.b. a minha visão pré-definida, limitada e um tanto ou quanto arcaica daquela que é ou deixa de ser a imagem de um gay. Não vos vou dizer que me é completamente indiferente ter ao lado um bodybuilder a olhar-me de alto abaixo como se eu fosse o seu brinquedo sexual predilecto para aquela noite mas a verdade é que não estou em condições de vos garantir que, nunca na vida, lancei olhar idêntico a uma miúda bem feita e, entre uma atitude e outra, não vejo porque raio a do matulão madrileno haverá de ser mais censurável que a minha.

Não nasci ensinado a lidar com a diferença. Devia ter uns 12 ou 13 anos quando numa manhã ia a passar junto à secretaria da minha escola. Na fila estava o único rapaz do liceu que nunca se deu ao trabalho de negar que simpatizava com moços bonitos. Lembro-me tão bem… Passei e comentei alto "as bichas na bicha". E fi-lo com a sensação que estava a proclamar o trocadilho mais sofisticado à face da terra. Acendeu-se um rastilho de esgares e risadas em torno do miúdo que já parecia lidar com colegas estúpidos como eu como se de uma inevitabilidade nos tratássemos. Não foi há muito tempo que me cruzei com ele de novo. Faltou-me coragem para o abordar e pedir desculpa por qualquer mau bocado que a minha brejeirice lhe tivesse infligido um dia mas, em verdade vos digo, sinto-me em falta com ele. A censura social consegue ser, muitas vezes, mais castradora que qualquer lei. Tenho a certeza que o número de aceleras que se gaba de fazer parte do percurso entre Lisboa e Porto ao dobro do permitido por lei vai diminuir brutalmente, não no dia em que as penas se agravaram, mas na hora em que sentirem que o indicador do seu velocímetro não merece mais a aprovação daqueles que os rodeiam. E parte do problema da intolerância sexual reside precisamente no facto de, em muitos meios tidos como sofisticados, se cultivar uma certa homofobia. Reside no aparente orgulho que parece existir entre aqueles que rejeitam qualquer diferença relativa à sua própria condição. Chego a ficar com a sensação que a homofobia é para muitos homens, uma forma de afirmação da sua própria virilidade, como se a rejeição de uma orientação sexual diferente da sua lhes assegurasse, simultaneamente, níveis olímpicos de testosterona e o reconhecimento da sua masculinidade pelos seus pares.

Para uma criança o sentimento de marginalidade é provavelmente o cenário mais aterrador que se lhe poderá desenhar. Num ambiente homofóbico, qualquer adolescente que sinta atracção física por alguém com quem partilhe o balneário arriscar-se-á a sentir isolado num mundo que não lhe parecerá ter sido desenhado à sua medida. Arriscar-se-á a sentir que, ele mesmo, não tem lugar na concepção de condição humana que lhe transmitiram e que ele próprio assimilou. É assim que imagino uma miúda que se dê conta que o seu ser a impele para uma referência corporal feminina ao invés das idealizações masculinas que o mundo em que ela se inscreve lhe impinge. E este direito, o de projectarmos os ímpetos sexuais que nos impelem sobre o género que bem entendermos deveria ser um direito inalienável, tal qual… (repito, tal qual) o direito à declaração pública dos nossos afectos. E sinceramente, dispenso grandes erudições ou reflexões académicas sobre a matéria. A resposta está no mundo físico, tangível e acessível a todos. Porque a minha orientação sexual se exprime através de uma coisa muito simples – a minha pila. Porque nem o mais bem-falante behaviorista me conseguiria convencer de que a minha sexualidade não acabaria sempre por ser comandada por ela. Porque ela nunca me deu a escolher sobre os critérios que determinam a sua erecção. Porque ela não me perguntou nunca se eu queria ou não sentir tesão por mulheres. Não escolhi gostar de peles sedosas, braços delicados ou contornos femininos. Não escolhi, na minha infância, ter amores platónicos pelas minhas primas mais velhas, sentir-me atraído por amigas mais novas lá de casa ou, já na adolescência, ter tido sonhos molhados com a filha de uns amigos de uns amigos com quem me cruzei numa festa. Não escolhi ser muito ou pouco normal aos olhos dos outros. Não escolhi gostar de mulheres. Como também não vou poder escolher pelo meu filho. Não vos vou mentir. O ideal tipo para a minha descendência não passa por ter um filho gay. Agrada-me pensar que o meu filho saia com metade das miúdas de Lisboa e tenha a outra metade a suspirar por ele. Que seja respeitado entre o seu grupo de pares, que prefira apanhar umas chapadas a virar as costas a um puto que o insulte; que seja inteligente, bonito, dotado de sentido de humor e, já agora, que não seja o puto que, invariavelmente, passa o jogo inteiro à baliza. Eu tenho direito a traçar os ideais tipo que bem entender para o meu filho. O que não me permito é amá-lo menos se ele não for nada do que eu tiver idealizado. Se for o miúdo a quem roubam recorrentemente o lanche no recreio, a quem ordenam que passe o jogo inteiro na baliza ou aquele que venha um dia a gostar de rapazes.

A parada é um fenómeno impressionante. E estava realmente impressionado com a quantidade de (supostos) “paneleiros” que estava a ver naquele dia. Vi dezenas de autocarros numa avenida que desistimos de percorrer ainda a meio. Pedi autorização para subir àquele cujo visual me agradou mais e tirei meia dúzia de fotos indiscriminadamente. E foi neste autocarro que nasceu este post. E ainda bem que o escrevi. Porque se o fiz foi porque aquilo que me faz sentido neste blog é escrever sobre o que cada um dos meus retratos me diz, sobre o que cada um destes retratos me lembra e sobre cada um dos sítios para onde estes retratos me transportam. Porque, na verdade, o orgulho que dá o nome a este post não é necessariamente o orgulho gay. É também o orgulho que tenho em ter escrito este post. Porque se deixar os meus amigos homofóbicos a fazer contas de cabeça é sinal que já valeu bem a pena tê-lo escrito. Porque se não tivesse tido coragem para o ter escrito aí sim… Independentemente dos meus apetites e voracidades sexuais… Se qualquer receio me tivesse impedido de escrever este post… Aí sim, aí seria um grandessíssimo paneleiro

sexta-feira, 16 de Julho de 2010

Feminina. Ainda que coberta à imagem masculina…toda ela feminina

Feminina. Ainda que coberta à imagem masculina…toda ela feminina

Madrid é fria de Inverno e insuportavelmente quente de Verão. O clima condiciona o traje e o traje é, por estas alturas, o mais leve possível. Aos homens está claro, exige-se quase sempre a mesma rigidez no hábito mas como já é mais que sabido, às mulheres nem tanto. Resultado: vestidos. Atrás de vestidos. E mais vestidos, e mais vestidos ainda. Leves, finos, frescos. Vestidos atrás de vestidos. Talvez por isso tenha sentido, mais que em qualquer outro cidade, um maior esplendor da presença feminina. E provavelmente, por tudo isso também, Madrid me soou eminentemente feminina. Tal qual a Ines, ainda que coberta à imagem masculina, toda ela feminina

quinta-feira, 15 de Julho de 2010

José Luis - Carmina, sapatarias a sério

Jose Luis - Carmina, sapatarias a sério

Em Lisboa temos quase tudo. E mesmo que não tivéssemos confesso que não seria a mim que mais falta iriam fazer grande parte das marcas ultra premium que por cá abriram nos últimos anos. Tendo sempre a ter um fraco por aquilo que de mais artesanal e menos globalizado há no mercado. Não que não seja um simpatizante assumido da globalização (e não me dê algum gozo lembrar àqueles que supostamente a detestam as inúmeras vantagens que esta lhes traz) mas enquanto se mantiveram baixas as probabilidades de reencontrar no corpo dos outros aquilo que tenho calçado ou vestido vou agradecendo ao destino.

Se há áreas nas quais o aprumo tecnológico nos traz felicidades diárias e empurra para a mais perfeita obsoletitude (o substantivo não existe mas estava-me a fazer falta) tudo aquilo que já tinha sido feito anteriormente parece-me que o calçado clássico não é necessariamente uma delas. Na Carmina, para além de um atendimento ultra simpático e profissional há sapatos fantásticos concebidos pelos mais tradicionais dos métodos e pelos melhores artesãos. Com costuras, sem costuras, de atacadores, de pala, uma cor, duas cores, para homem, para mulher. São lindos mas, em verdade vos digo, não serão os mais baratos de que há memória. Mas também não é menos verdade que (boa parte deles) estão em saldos e, com 6 lojas em todo o mundo (três em Madrid, uma em Bilbau, Palma e Paris) os tais encontros imediatos com reproduções fiéis daquilo que trazemos calçado não se adivinharão muito prováveis. Em Lisboa temos quase tudo mas... não nos calhava mal uma Carmina

quarta-feira, 14 de Julho de 2010

Preto formal, preto casual

Preto formal, preto casual
Preto formal, preto casual

segunda-feira, 12 de Julho de 2010

Saia azul, pose espanhola

A saia é azul, a pose é espanhola

domingo, 11 de Julho de 2010

Algures entre o sporstwear e o streetwear

Algures entre o sporstwear e o streetwear

sexta-feira, 9 de Julho de 2010

Madrid colegial

Madrid colegial

quinta-feira, 8 de Julho de 2010

Desiree - toque militar

Desiree - toque militar

quarta-feira, 7 de Julho de 2010

O casaco? Quero lá saber do casaco...

O casaco? Quero lá saber do casaco
O casaco? Quero lá saber do casaco

terça-feira, 6 de Julho de 2010

Chuva tépida

Chuva tépida
Chuva tépida

domingo, 4 de Julho de 2010

Pin-up Alcalá

Pin-up Alcalá
Pin-up Alcalá
Pin-up Alcalá

quinta-feira, 1 de Julho de 2010

Madrid me mata!

Madrid me mata!
Madrid me mata!

terça-feira, 29 de Junho de 2010

A Marcela, o vestido da Marcela e o Fabrico Infinito

A Marcela, o vestido da Marcela e o Fabrico Infinito

Já ali tinha passado milhares de vezes mas nunca me deu para fazer mais que olhar. Bonito e sofisticado sem dúvida mas não me chegou a despertar curiosidade suficiente para lá entrar. A questão é que para mim, o melhor e mais inusitado de tudo está lá atrás no jardim. Não dá para acreditar. Há espaços onde nos dá aquele sobressalto saloio de exclamar “nem parece Lisboa!”. Ali é diferente. Quanto cheguei ao jardim, olhei para o baloiço e para o escorrega (que nos deixam com a sensação que bem podiam estar num museu) e dei-me conta que por mais impressionante que fosse a cidade do mundo onde estivesse sentir-me-ia sempre meio estupefacto por encontrar um sítio assim. E quando tentava encontrar um adjectivo para tudo aquilo houve alguém que me propôs (em jeito de quem completa a frase do outro) “é mágico”. E eu, meio incomodado por ter sido apanhado na parolice de quem preferia mostrar-se menos impressionado do que realmente está, lá assumi com relutância em jeito de quem encolhe os ombros:
- Epá sim…é mágico é…
E é mesmo. Sorte a minha que a proprietária rima com o sítio e eu… e eu ganhei mais uma linda visão no meu blogue

domingo, 27 de Junho de 2010

Shorts & bags (South African girls)

Shorts & bags (South African girls)
Shorts & bags (South African girls)

sexta-feira, 25 de Junho de 2010

Hong Kong no Campo Grande

Hong Kong no Campo Grande

quarta-feira, 23 de Junho de 2010

Efeito encerado

Efeito encerado
Efeito encerado

sexta-feira, 18 de Junho de 2010

O casaco desportivo

O casaco desportivo
O casaco desportivo
O casaco desportivo

Não são apenas os conceitos que se demonstram mutáveis e dinâmicos. A visão que deles temos também. E a minha perspectiva sobre o casaco desportivo é hoje bem diferente daquela que tinha há meia dúzia de anos atrás. Olhei em tempos para ele como um barroquismo supérfluo de quem o vestia. Como o tipo que adiantava parte do conjunto de segunda-feira para a tarde de Domingo ou então, pior ainda, que o antecipava para as noites de sexta ou de Sábado. Mas aquilo que vestimos não é apenas um exercício livre sobre como cobrir a pele. A nossa indumentária carrega consigo um conjunto de signos e símbolos que, goste-se muito ou pouco, serve de plataforma de comunicação com quem nos cruzamos. É aquilo que à luz de Durkheim se apelidam de "factos sociais". Algo exterior ao indivíduo que se lhe impõe. Como uma norma colectiva que se lhe aplica independentemente da sua vontade. Quando uma marca concebe uma peça de vestuário não está apenas a proporcionar uma visão bonita a um potencial cliente. Vende-lhe uma imagem e um conceito e, por vezes, um sonho também. E a partido do momento em que compramos esse artigo, estamos a consumir o conceito, a imagem, o sonho e o que quer que seja que aquela peça incorpore. E isto tanto é válido para o vestuário como para a dermo-cosmética, tão certo para o mercado automóvel como para a restauração. Porque o que está em causa não é apenas o trapo que nos cobre ou o serviço que nos prestam mas também o ponto para onde estes nos transportam. O cartão de crédito platinado a condizer com uma tarde de compras na Seventh Avenue ou um restaurante em Mayfair, um creme de beleza de uma marca premium que não poderia estar sedeada noutra cidade do mundo que não em Paris, um descapotável a percorrer os mesmo Corniches onde a Grace Kelly filmou e morreu ou um casaco de Algodão a evocar a Marina de Portofino.

Num destes fins-de-semana eu e mais dois amigos saímos à noite no meu carro e quando parámos num semáforo junto a um outro cheio de miúdas um deles disse “quando vamos no carro do Zé as gajas nunca olham”. O terceiro lembrou que o carro desportivo dum quarto amigo que ali não estava era o maior de todos os chamarizes mas o mesmo amigo que destituiu o meu velho Fiat de qualquer capacidade afrodisíaca respondeu sabiamente:
- Não, o melhor para as gajas da nossa idade é a minha carrinha. Passa a imagem do gajo que quer assentar e constituir família.
Eu podia escrevinhar parágrafos inteiros a desperdiçar o tempo de quem aqui vem mas dificilmente conseguiria expressar a ideia tão bem quanto o Manel. Os conceitos e a visão que deles temos mudam tanto quanto o tempo nos transforma em frente ao espelho. Ontem um blazer far-me-ia sentir parolo e encontrava (como ainda vou encontrando) o patamar máximo dos encantos numa t-shirt decotada. Hoje, o tom coloquial com que trato a peça que dá o nome a este post, faz-me sentir mais senhoril e sofisticado. Posso juntar-lhe umas botas de sola de pneu dignas do mais suado ambiente rural, o toque juvenil dumas bainhas arregaçadas ou uma barba ranhosa demais para ser considerada aceitável por qualquer publicação masculina mas a verdade é esta; perante uma presença feminina ele (o casaco) faz-me sentir, não necessariamente mais velho (que esse predicado em si mesmo todos recusamos gentilmente), mas talvez mais sábio, interessante e charmoso ou qualquer outro atributo valorizado socialmente e geralmente associado a homens mais velhos que eu. E a sonhar todos temos direito. Não tenho 30 segundos de pachorra para a imprensa que me impinge constantemente os estilos e consumos de vida daqueles que têm extractos bancários incomparavelmente superiores aos meus mas eu próprio, embora feliz na minha mediania social, porque raio não terei direito de vestir um dia algo que me faça sentir na pele de um qualquer italiano ricaço? Fará da minha alma mais frívola que a dos demais? Já cantarolava o Jorge Palma: “Na terra dos sonhos podes ser quem tu és ninguém te leva a mal. Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual.” E esteticamente falando, neste momento preciso, a minha visão encantada da vida mete uma mesa em frente a uma corrente de água, fluvial ou salgada, com os tornozelos despidos e uma brisa de fim de tarde que se torna precisamente agradável, com o tal casaco desportivo vestido. E lá está, essa imagem descontraída mas sofisticada (de onde julgam que vem o mais que batido “casual sofisticado”?) lembra-me um argentino bem parecido em casa de quem passei uma noite no septième arrondissement que me exclamava “Pues mira (R)osé!”. E lá estava ele em frente ao espelho em plena preparação para uma incursão noctívaga com propósitos sociais muito bem delineados, a ajeitar um lindo casaco de linho e a repetir-se a si próprio como se convencendo da sua própria lengalenga:
- Joder tío… ahora sí, estás listo para ligar. Joder tío…ahora sí

quinta-feira, 17 de Junho de 2010

Singularidades de uma rapariga ruiva




quarta-feira, 16 de Junho de 2010

Sebastiano

Sebastiano

terça-feira, 15 de Junho de 2010

De volta ao Duomo (visual floral e blazer de malha)

De volta ao Duomo
De volta ao Duomo

domingo, 13 de Junho de 2010

Jardins do Campo Grande, toque alsaciano

Jardins do Campo Grande, toque alsaciano

sexta-feira, 11 de Junho de 2010

O Francisco e a Parq



Não adianta estar aqui com tretas. Comecei a reparar a sério na Parq no preciso momento em que a Parq me fez saber que já tinha reparado em mim. É aquele velho processo mental (e tão humano) que nos leva a tratar de volta quem melhor nos trata a nós. À semelhança da sobredosagem de simpatia que passamos a sentir por alguém que nos faz um elogio sincero ou demonstra disponibilidade para nos ajudar, foi também depois de o Francisco me ter sugerido uma entrevista que comecei a ter mais vontade de folhear aquelas páginas. E curiosamente é aí que tudo começa, no toque. O toque é bom, a paginação e o design também. Mas verdade seja dita, de qualquer publicação dedicada à “moda e cultura urbana” – que podia ser só uma forma mais completa de dizer “estilo” (porque em bom rigor o estilo não termina naquilo que vestimos, é uma atitude genérica colada a um pressuposto estético segundo o qual orientamos comportamentos e desejos) – outra coisa não seria de esperar. Mas não é apenas o invólucro que funciona bem. O conteúdo também. O mesmo que rasga moda, arquitectura, design, cinema, música ou (qualquer outra forma de) arte e que retorna invariavelmente, qual circuito de um bumerangue, ao mesmo ponto de onde a moda o havia arremessado inicialmente. E curiosamente, até a publicidade que lá aparece se parece reger por patamares mais elevados de qualidade ou simples bom gosto (estou a exagerar? peguem na revista e logo conversamos). Mas para as idiossincrasias de muita gente esta publicação pode apresentar um problema sério – é gratuita. Brincadeiras à parte sabemos bem que parte significativa da população tem aquele estranho hábito de valorizar produtos e serviços em função daquilo que lhes é cobrado por eles mas, verdade seja dita, não me lembro de alguém ter arriscado um dia comparações entre a qualidade da Colecção Berardo e aquilo que (não) lhe é cobrado à entrada… A Parq é boa. Ponto. E está aí. Na Av. de Roma, na Expo, no Saldanha, em Alcântara ou no Chiado. Em lojas, cafés ou nos mais variados espaços de lazer ou cultura. Bem como no Porto, Coimbra, Aveiro ou Évora. E o Francisco Vaz Fernandes e quem com ele colabora só pode estar de parabéns. E a propósito Francisco…não te cheguei a dizer, mas não fui só eu que fiquei fã, a minha mãe também

quarta-feira, 9 de Junho de 2010

(os pormenores da) Anne Sophie

(os pormenores da) Anne Sophie

segunda-feira, 7 de Junho de 2010

O exótico casal dinamarquês

O exótico casal dinamarquês

sexta-feira, 4 de Junho de 2010

Charme de mãe, charme de filha

Charme de mãe, chame de filha

quarta-feira, 2 de Junho de 2010

Valeu bem a pena






Fui da Estrela à Lapa para tirar esta fotografia. Num andar compassado, de quem vai ao sabor de quem caminha à nossa frente. Enquanto andava ria-me ao pensar na triste figura que era seguir alguém enquanto fala ao telemóvel à espera do momento certo para lhe sugerir uma fotografia. Mas não fossem estas figuras, que à luz da mais comum censura social me devem merecer os mais refinados escárnios e insultos, e tudo isto não teria metade da graça. É que a graça é mesmo essa, é fazer o caminho de regresso à Estrela onde deixei os meus amigos pendurados à espera e poder dizer-lhes:
- Não era preciso terem esperado mas já que o fizeram...asseguro-vos...valeu bem a pena