sexta-feira, 30 de abril de 2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

terça-feira, 27 de abril de 2010

domingo, 25 de abril de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Miguel Negretti (DJ Glue)

Miguel Negretti

Não devem ter passado mais que duas ou três semanas entre me terem mostrado um admirável mundo novo de blogues que retratavam a moda de rua por todo o planisfério terrestre e ter começado o Alfaiate. E foi nesse pequeno hiato temporal entre o “decido” e o “começo” que reparei pela primeira vez no Miguel. No Miguel e na pala dos seus bonés. Mas ao contrário do que é costume acabou por não ser na rua que decidi que queria mesmo fotografar o Miguel. Foi no Lux, num Sábado em que o que estava a passar no piso de cima ganhava contornos épicos para os meus modestos critérios musicais. Quando olhei para a cabine percebi que, com ou sem boné, dificilmente deixaria de fotografar o Miguel

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Dá para fingir...

Dá para fingir que não está ali a minha sombra, que os sapatos que mereciam estar focados estão efectivamente focados e que esta fotografia, mesmo depois desta trapalhada toda, ainda continua a ser uma das mais giras que publiquei até agora?

que não está ali a minha sombra, que os sapatos que mereciam estar focados estão efectivamente focados e que esta fotografia, mesmo depois desta trapalhada toda, ainda continua a ser uma das mais giras que publiquei até agora? É que eu acho que é

terça-feira, 20 de abril de 2010

O Varela tem presença

O Varela tem presença

Tem também um casaco que não me importaria nada de vestir. E por falar em presença, é coisa que também não parece faltar à loja onde trabalha, à porta da qual o fotografei. Akira, acabada de abrir, ao nº8 da Calçado do Combro

domingo, 18 de abril de 2010

quarta-feira, 14 de abril de 2010

domingo, 11 de abril de 2010

Érica - Summertime!

Érica -Summertime!

No que diz respeito a elogios há dois tipos de miúdas: aquelas às quais até gabar-lhes o macaco esquecido que trazem ao nariz as faz assumir que as queremos comer e aquelas que são perspicazes o suficiente para perceberem que se as quiséssemos mesmo comer o mais provável seria não lhes elogiarmos até os mais flagrantes atributos (quem diz comer diz outra coisa qualquer…não sejam coninhas)

A verdade é esta…veja a Érica com uma prancha debaixo do braço, no Lux ou no Miradouro onde a encontrei há bocado está sempre com uma granda pinta. E eu cá comunico-lhe sempre. Mas desconfio que ela nunca me leva a sério. Talvez escrevendo passe a levar (isto tudo claro, porque já lhe testei a perspicácia faz tempo)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

xukebox.blogspot.com




A 1ª vez que me falaram em “blog” devo ter tido uma reacção tão perspicaz quanto a interpretação pornográfica que fiz da 1ª vez que alguém me disse que ia abrir o seu "Hotmail". Mas a verdade é que o fenómeno tem o seu encanto. Por um motivo muito simples. Porque cada um se dedica a falar daquilo que mais gosta. E quando assim é corre-se sempre o risco de se fazer alguma coisa engraçada. Há dois anos a Mariana e o Hugo criaram o xukebox. O objectivo era simples: partilhar o gosto pela música e usar o blog como ferramenta para a descoberta de novas bandas e gerar alguma discussão em torno de novas e velhas tendências. Depois juntou-se o João e, com algum tempo e dedicação (ninguém se safa desta parte), a publicação foi crescendo.

A primeira vez que ouvi falar no xukebox deve ter sido naquele bar da ponta do Lux que preenche a sala em toda a sua largura e onde me costumo encostar à espera da tosta. Deve ter sido porque é sempre lá que encontro o João. O sacana segue sempre a mesma estratégia. Elogia o Alfaiate até mais não e depois vende-me a ideia que devia escolher uma música para o xukebox e escrever um post. Eu, já se sabe, sou um gajo de fraca índole e particularmente vulnerável a retóricas bajuladoras e lá lhe digo sempre “epá João, não tenho tempo para nada mas claro que sim, até acho que já sei a música que vou escolher”. E depois acabo sempre por me esquecer. 15 dias depois quando nos voltamos a encontrar no mesmo bar a conversa repete-se. Até que um dia lhe digo, “João, há uma forma de não me voltar a esquecer. Saco-vos uma foto e faço um post no Alfaiate. Às vezes até me dá gozo publicar coisas que não estejam necessariamente relacionadas com moda”. Ficou combinado. Foram ter comigo à Terrugem e lá fizemos a foto (não me vou pronunciar sobre o Hugo se ter baldado, vou-me limitar a fingir que não sou um gajo susceptível)

Um dia alguém se lembrou que se havia quem gostasse da música que eles publicam também haveria quem gostasse de a dançar. Resultado: já vão na terceira festa. Vamos lá ver se me explico; não é uma festa de bloggers, não é um jantar do mIRC. É uma festa para quem já andava com vontade de ouvir algo diferente do que passa por aí. Quando? Este Sábado. Onde? No Ko-Zee Club (Calçada Marquês de Abrantes) em Santos. Mariana, leva umas amigas sim? (é que os meus amigos não estabelecem os seus itinerários nocturnos apenas com base na música que se ouve….)

domingo, 4 de abril de 2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

Juan & Javier

Juan & Javier

Estava à conversa junto ao muro que dá forma à saída do Metro quando os vi e disse:
- Vou ali fotografar aqueles dois. (como se lá por achar que quero fotografar alguém isso signifique que alguém haverá de querer ser fotografado por mim)

O espírito do post já tinha começado – sem disso poder sequer desconfiar – umas boas semanas antes quando descia a Rua da Rosa à conversa. Vi uma loja que não conhecia. El Ganso. Soou-me familiar e o meu amigo assegurou-me de que não se falava outra coisa em Espanha. Gostei do que vi mas ando com pouca pachorra para lojas e pouco dinheiro para lá gastar. Ficou para uma próxima.

- Uma foto?
“pode ser” disseram eles. Estranhei, espanhóis a falar português correctamente. “vivemos cá” explicaram. À noite tinha o e-mail da praxe a pedir as fotos. O agradecimento à minha resposta veio com um convite para visitar a loja deles, no 31 da Rua da Rosa. “Rua da Rosa”, “loja”, “espanhóis”, havia ali déjà vu. “El Ganso!” lembrei-me. Escrevi a perguntar e responderam-me precisamente o que queria ouvir (tenho um certo fetiche por coincidências, vocês não?).

A loja é gira, muito gira. Comprei um pull-over (repito, não nado em dinheiro, na verdade, não tenho bem onde cair morto; fiz-me entender? isso mesmo, aquilo nem é caro de todo). Pull-overs, casacos, calças, calções e ténis, muitos ténis. Para elas também. Vestidos incluídos. Daqueles que apetece tocar (ou levantar…dependendo de cada um, cada qual e do respectivo contexto)

P.S. – a minha paranóia por este blogue não chega ao ponto de comprar o que quer que seja para tornar um artigo mais convincente. Ou pelo menos… (ainda não). Vale a pena, a sério vale mesmo... 31 da Rua da Rosa

domingo, 21 de março de 2010

Sexy mother fuckers* (quem dera a mim)

Sexy mother fuckers (quem me dera a mim)

* refering to an attractive person. someone who is extremely hot. someone you want to do the second you lay eyes on them (in urban dictionary)

sexta-feira, 19 de março de 2010

Conversas imaginárias com o avô no dia do pai



- Fala-me lá do teu blogue.
E eu pensei “se tivesse nascido nos anos 20, por mais loucos que tivessem sido, dificilmente perceberia”. Mas lá lhe falei. Assim com meias palavras, a projectar a voz para o lado como quem fala sem querer ser ouvido. Por regra o tema exalta-me mas com o avô senti-me levemente constrangido. Não que não me orgulhe disto. Aliás, por mais revolta que desperte nos anónimos, heterónimos e pseudónimos que volta e meia vêm aqui lembrar a bela merda de blogue que tenho, há que reconhecer que esta merda (bela ou não) me parece a única coisa digna que fiz até hoje.

Eu sei avô. A coisa não começa bem. Qualquer coisa que se chame blogue não lhe deve merecer grande crédito. Fotografar pessoas na rua também não. E acredito que fotografá-las por aquilo que elas vestem só consiga fazer parecer tudo pior. Mas no outro dia quando liguei para aí, a avó, antes mesmo de lhe passar o telefone, disse-me que o avô se tinha emocionado quando ouvia a minha voz num programa de rádio. Fiquei meio sem jeito, sem saber que dizer. Eu sei que o avô era tramado com o meu pai e, para lhe ser franco, não é fácil imaginá-lo comovido. Também nunca vi o meu pai chorar e, para lhe ser completamente franco, ele também não foi sempre dócil comigo. Mas reconheço duas coisas: que não me imagino um pai particularmente meigo e que, não me venham cá com merdas, a disciplina com que se trata um filho em criança fará dele mais homem em adulto. E é mesmo assim, não é? Há sempre coisas complicadas entre um pai e um filho. Ser neto será sempre mais fácil.

Sabe avô...estas pessoas que eu fotografo, são sempre pessoas que me merecem um segundo olhar. Olho uma vez, olho uma segunda por reflexo e só depois as abordo. Por vezes é um processo tão rápido que nem o chego a interiorizar. Também percebo que tudo lhe soaria mais legítimo se olhasse para trás em busca duma forma feminina ou dum pedaço de carne destapada em vez dum casaco, dumas botas ou dum chapéu. Mas vou-lhe dizer sobre o que é este texto. Sobre sentir-me na necessidade de lhe explicar a minha sensibilidade. E de lhe explicar que ela é também parte da minha virilidade. Mas é apenas com o avô que me sinto forçado a fazê-lo, como se fosse o único homem no mundo a quem não tivesse tido oportunidade de o demonstrar. Porque, quer queiramos quer não, é aos nossos ascendentes que sentimos mais necessidade de provar o que quer que seja. E sempre que me vê me pergunta pelo mundo feminino e é quase sempre que o vejo que lhe respondo com evasivas masculinas. E verdade seja dita, foi com o avô que tive mais perto de ter a conversa das abelhas, esse confrangedor diálogo que o meu pai teve a gentileza de me dispensar. Mas sabe avô, quando olho por trás do ombro vejo que sensibilidade e tesão andaram sempre de mãos dadas na minha vida. Que as melhores fodas foram sempre aquelas em que as palavras mais porcas me pareceram as mais ternas, aquelas em que os abraços subsequentes ao derrame da minha virilidade me souberam tão bem quanto aqueles divinos dois segundos que precedem a ejaculação. Desconfio que nos tempos de hoje se exija a um homem que seja tão proficiente a acarinhar uma mulher como a comê-la, tão voluntarioso a apoiá-la quanto a defendê-la e tão dedicado a amá-la como a protegê-la. Eu sei que para o avô é importante ter um neto viril. Eu sou-o à minha medida e sem pretensão de o ser à imagem de mais ninguém mas confesso, gostava de o ser também à sua. Não me imagino a impingir estas exigências a um descendente meu mas aquilo que um dia exigir àqueles que vou amar não tem que ser a exacta medida daquilo que me exijo a mim. E a mim exijo impressionar o avô. Depois do pai, o avô. Mais que mulheres, amigos ou leitores dum blogue. O avô. Impressionar o avô

quinta-feira, 18 de março de 2010