quinta-feira, 14 de Abril de 2011

A Internet às vezes é uma coisa bonita

Recebo não sei quantos e-mails de marcas, de agências, deste, daquele, do outro e de um outro outro que já não consigo perceber quem é, quem representa, quem deixa de ser ou representar. Recebi este e-mail hoje. Acordei, não necessariamente bem disposto, a pensar no cliente que tenho que visitar esta manhã e na importância do que está em causa. Entrei na caixa de correio. Vi , li, guardei, respondi e apaguei. Antes de abrir um último e-mail decidi passar pelo spam a ver se encontrava algo que me subisse a moral.  Dou-me conta que já ninguém me escreve a prometer “enlarge your penis” mas continuo a ter gajos de toda a África a insistir que querem que partilhar comigo a sua herança astronómica, ingleses a disponibilizarem-me milhões de libras a um preço de amigos e umas miúdas que vivem do lado de lá da antiga cortina de ferro a dizer “eu sei que este e-mail vai soar estranho mas acho mesmo que fomos feitos um para o outro”. No meio deste admirável mundo novo de foda e dinheiro (muitos teóricos que conheci na noite me disseram que é desses dois temas que a vida dum homem é feita) parei neste e-mail. Como aquela história da gaja que se entra no Metro chega a casa e apanha o marido com outra ou o perde e continua a viver na ignorância. Eu podia ter cagado neste e-mail e a esta hora já estaria de banho tomado a fazer o nó da gravata enquanto bochechava o flúor da manhã e pensava na melhor forma de resolver o problema ao cliente. Enfim...acho a evocação ao Gandhi um tanto ou quanto too much (tenho uma concepção desse senhor grande de mais para sentir legítima qualquer tipo colagem à sua vida e à sua obra) mas vejam só a energia desta introdução. Num dia que for criativo duma merda qualquer (posso sonhar não posso?) hei-de ter uma campanha assim. Com uma música destas, com uma alma destas, com uma energia destas. Num dia em que trabalhe num sítio onde não precise de ter umas meias na gaveta para o caso de ser chamado à Direcção também vou querer fazer coisas assim. Já me esqueci que eles estão a falar de roupa, já me esqueci que me espera um dia lixado. Mas depois de ler isto é seguro. A reunião vai correr bem. E o resto do dia também. Ah...e com um bocado de sorte, os tais teóricos que conheci na noite não percebem um cú do que andam para aí a falar

Sempre que a minha avó não me vê os dentes diz-me "Zé...a beleza das vida está nas mais pequenas coisas". Vou enviar isto à minha irmã e dizer-lhe isso mesmo. Dizer-lhe que que "a beleza das vida está nas mais pequenas coisas". A Inês que me perdoe por merecia mais tempos no topo deste blogue. Mas deixar isto para depois já não me faz sentido. Inês, a tua avó nunca te falou nas "pequenas coisas da vida"? Sei que falou, sei que percebes

61 comentários:

Ali M disse...

Não sei quem és, que idade tens ou que tipo de educação recebeste. E, o comentário que vou fazer, não é uma crítica negativa nem, de todo, uma ofensa; antes pelo contrário, é uma crítica positiva e espero que o consigas perceber.

É que gosto muito de seguir o teu blog, porque tiras fotos muito interessantes; umas mais simples, outras mais complexas, mas todas são muito interessantes. Algumas têm mesmo o seu toque de requinte. E, no meio de tantas fotos tão interessantes, que dão sempre vontade de vir ver o próximo post que fazes, nunca tinha visto grandes textos. Apenas uma descrição aqui, outra ali, mas coisas pequenas. De repente, começo a encontrar textos, começo a reparar que já não é apenas um blog de fotografias mas, também, um blog que tu usas para te expressar através da escrita. Mas a tua escrita... Não estou a dizer que escrevo muito bem, porque eu sei que não escrevo, mas é que a quantidade de asneiras e maneira «basica» como tens escrito, faz um grande contraste com as fotos que tu tiras. Pelas fotos, pareces uma pessoa muito «artes», muito boa onda. Mas, depois, com o tipo de textos que tens escrito pareces uma pessoa vulgar. Percebes? Não te estou a tentar criticar no mau sentido, porque todos temos uma lado mais vulgar, todos dizemos ou já dissemos asneiras e falamos ou já falámos de uma maneira mais vulgar. Mas tu tiras fotos tão bonitas, tão requintadas, que esses textos retiram todo o requinte do teu blog. E fazem-te parecer uma pessoa diferente daquela que transparece quando observamos uma foto que tu tiraste.

MeuSom disse...

Zé, obrigada!
Amei abrir o meu dia com uma "merda" destas.
Quem dera se regredisse um pouco na valorização das máquinas em prol da desvalorização da energia humana para podermos abrir os dias com muitas novidades assim!
Obrigada, o teu post está fantástico, como sempre, aliás...
As tuas fotos, a maneira de as apresentares, adoro!!
Beijo.

Eu próprio... disse...

...ou seja...

não escrevas mais e continua a tirar fotos que isso sim é que vai continuar a chamar gajas e mais gajas a este blog! :-)

eu queria era saber uma coisa...que máquina é que tu utilizas?

Anónimo disse...

Só consigo entender o comentário da Ali M se a causa for o efeito que lhe provoca a palavra foda e a palavra merda. Talvez o Alfaiate devesse por bolinha vermelha no canto superior direito do post para evitar chocar pessoas mais sensíveis. De outra maneira não entendo o comentário nem podia estar mais em desacordo. ´

Agora o que realmente interessa: Grande ideia a que pretende passar este post, Alfaiate. Vejam o link, a mensagem pode não ser nova mas vale ouro.

C.A.

Anónimo disse...

Eu, como designer, quero fazer coisas assim.Que máximo!
Raquel

Ali M disse...

Não tem haver com por a bolinha no canto superior direito. Só estou a dizer que pelas fotos, transparece ser uma pessoa, pelos textos, transparece ser outra. E que gosto mais da pessoa que transparece pelas fotos. Mas todos precisamos de nos expressar, com ou sem asneiras. E isto é o teu blog, não tenho que criticar o modo como te expressas, apenas dei a minha opinião.

Anónimo disse...

Texto nu, cru, autêntico, verdadeiro...ligação directa do cérebro para os dedos...está perfeito!!

Continua a acordar mal disposto!!;))

Jovita

lastminutedreams disse...

Também recebi este e-mail e fiquei impressionada!! Adorei!

Raul Silva Lopes disse...

Acho muito injusto que com base neste último texto do "Alfaiate" se classifique a forma como escreve como "básica". É certo que este último texto não é dos mais brilhantes que li, mas uma excepção não faz a regra. Penso que este será um bom pretexto para relembrar um texto que até hoje foi dos que mais gostei: http://oalfaiatelisboeta.blogspot.com/2010/02/o-valentim-e-um-gajo-tramado.html
Dotes literários à parte, Alfaiate gostei muito do vídeo que partilhaste neste último post.

Laura Tree disse...

Adorei, e já agora adoro também gosto da forma como escreves... sem pretensiosismos estúpidos :)

Ravenna Moreira disse...

A qualidade do blog nao foi afectada por causa do post um bocado "carregado de asneiras"! Existe algo chamado liberdade de expressão e num espaço pessoal tal com um blog escrevemos o que nos apetecer. é simples! As imagens captadas pelo Alfaiate permanecerão inesquecíveis e desprovidas de quaisquer energias negativas. Ponto. Ah: Parabéns pela tua criatividade refletida em cada post! *

Anónimo disse...

Adorei o video!!!

manu disse...

Engraçado, pra mim o diferencial do teu blog é exatamente a maneira que escreves. Blogs com fotos de moda e estilo tem-se muito bons. Mas quando alguém como tu consegues aliar as duas coisas o resultado é óptimo.

Raquel Fernandes disse...

Achei que não ia ter paciência para ver o video até ao fim, a história da India já me estava a aborrecer, mas depois entrou num conceito que tanbto defendo. UNIQUE. E tudo está nas nossas mãos, cada um de nós, como eu como tu, faz um bocadinho à sua forma e usando a internet para que as coisas se possam tornar mais acessiveis, democracia do estilo, da beleza... A tua voz não é apenas uma só.

Isto é o que defendo há anos. Acredito tanto neste paradigma da invidualização... E o video focou bem alguns pontos essenciais apesar de um pouco perdido no inicio.

A nivel de mkt? Fantástico sem dúvida. Foi imediatamente partilhado no quadro de criatividade da minha empresa.

Que bom que te alegrou o dia... Pequenas coisas... Como isso e dentes brancos alinhadinhos.

EL disse...

obrigada pelo vídeo e pelo texto! há-que agradecer a quem nos apresenta este tipo de iniciativas e os mobilizadores do mundo precisam de mais visibilidade!

Anónimo disse...

Por favor, estão a fazer disto um bicho de sete cabeças, quando na verdade não há necessidade nenhuma!
Não sei há quanto tempo é a Ali M segue o seu blog, mas decerto o motivo pelo qual ficou "chocada" foi simplesmente porque não é hábito seu escrever algo do género (digo, com algumas asneiras). Não é de todo errado ou depreciativo, aliás uma das principais preocupações da Ali M foi especificar que não estava DE TODO a querer ofendê-lo, estava simplesmente surpreendida.

As palavras podem ser interpretadas de diversas formas, tanto que muitas vezes isso se torna num entrave à evolução, e, neste caso, parece-me que se estão a desviar do verdadeiro conteúdo deste post que pretende ser a fabulosa mensagem transmitida por este e-mail.
Parabéns Zé, mais uma vez conseguiu elaborar um post incrível :)

Ana G.

Anónimo disse...

Foda-se Alfaiate! No dia que nao puderes dizer foda e merda no teu blog e expressares-te da forma como queres, independentemente do teu humor pela manha, vou ficar mais triste! (E no dia que todas as pessoas nesta secçao de comentarios nao se possam expressar livremente, também)! Muito bom texto, vou ver esse link! JVC

Sarah disse...

Das poucas vezes que o Alfaiate escreve, quando escreve surpreende, eu Adoro a forma como se expressa, tanto por letras como por fotografia! Não te conehço nem de perto nem de longe, mas imagino o Alfaiate um homem bonito por dentrooo , porque por fora já o é! :P

Diogo Filipe Filipe disse...

Há poucos dias acabei de ler um livro. Uma das passagens que mais me marcou foi:

"Vais para Vermont, disse eu. Viverás comigo até acabares o teu livro e, todos os dias, dar-te-ei um banho. Eu trabalharei no meu Chateaubriand e tu trabalharás na tua biografia, e, quando não estivermos a trabalhar, estaremos a foder. Foderemos em todos os cantos da casa. Faremos festivais de três dias de foda no quintal e no bosque. Foderemos até cairmos para o lado, e depois voltaremos ao trabalho..." Paul Auster in "O Livro das Ilusões"

E isto porquê? Porque a vida quer-se assim. Intensa. Honesta. Espontânea. E é assim que ela é. Na vida não há eufemismos. Há sentimentos. E poder de se expressar pela escrita aquilo que se vive é de muito valor. Escrever o que se sente, sem medo, não é para todos. É para quem tem coragem. E o Alfaiate claramente, não deve nada a ninguém. Escreve expondo-se. E só por isso tem valor. Força nisso Alfaiate. E continua deixando boas fotos e bons textos, que eu, agradeço. Muito Obrigado

ps: peço desculpa Alfaiate, mas apesar da comparação, em relação à escrita, prefiro Paul Auster. :)

Jacinta disse...

Gosto das fotos e gosto dos textos! Alguns fazem-me lembrar a introdução do RocknRolla... não sei bem por que razão! "... wants the fucking lot!"

Conchita disse...

Ali M, não queiras também que o Zé seja perfeito. Já é uma magnitude ele ser bom de dedo (leia-se bom a tirar fotos), agora quereres q esse "bom de dedo" tenha duas vertentes (boas fotos e optima escrita) já é insistir com cego toda a vida q ele vê só não quer é ver.

Até porque, a escrita não é má, é diferente, é directa, é chamar os nomes pelos bois!

Parabéns, Zé, pelo blog :)

Alexandra disse...

Ali M
só uma nota sobre o teu último comentário: «Não tem a ver com...» é o correcto

Anónimo disse...

Ou a arte de bem escrever com umas boas caralhadas. E nos dias que correm José que bem que sabe a caralhada escrita, falada e so-le-tra-da.

Nicolete disse...

OBG por partilhares esse mail que recebeste, a forma como o fizeste, demostra bem o tipo de pessoas que és!! Bjos e continua o bom trabalho que fazes, nem sempre agradamos a todos, mas uma coisa é certa, não podemos estar á espera que isso aconteça, tão pouco isso deve estar na nossa cabeça quando nos expressamos, pois estaremos a mentir a nós próprios, deixo-te um mimo meu:

Hoje
posso ocupar todo o espaço
que me resta deste livro impróprio
para leituras, porque
a vida escolhe as linhas tortas por onde passa,
...só porque existe o parecer

Hoje
É mais importante o parecer porque o ser não se vê
o parecer é uma árvore iluminada que todos querem ter

Hoje
Nesta minha jornada
só voz digo a todos que p'raí andam
que parecer não vale nada
se o ser vazio estiver
:)

cantinhodacasa disse...

Olá. Tenho este endereço nos meus favoritos e, todos os dias espreito este blog.
Gosto da simplicidade e naturalidade das fotos e das breves frases que escreves.
Quanto a este post, adorei e, sendo eu uma pessoa educada, não deixei de reparar na linguagem que usaste neste post.
Mas, contrariamente ao que Ali M comentou, não sei por que não usar a linguagem que queres.
Afinal, todos nós temos os nossos dias, e de quando em vez temos o direito/ necessidade de desabafar o que sentimos, usando palavras que nos aliviam a alma.
Quanto ao vídeo, vou publicá-lo no meu blog, não deixando de mencionar este teu espaço.
Muito, muito ineteressante.
Ah! Aqui, no nosso país, deviamos dar mais importância ao nosso artesanato, à nossa fiação, aos nossos tecidos. Daríamos emprego a muitas mãos e a nossa cultura não se "apagaria".
E há quem gostasse de continuá-la.
Agora que estamos em recessão talvez este vídeo ajude a despertar muitas mentes e incentive à nossa produção artesanal.
Parabéns pelo post.
Maria

Marisa de Oliveira disse...

Sim, é claro que podias escrever sem asneiras, tudo floreado e bonito! Mas as pessoas reais dizem asneiras, quer queiramos quer não enche a boca, sabe bem! E com um texto tão ilustrativo e uma mensagem tão exacta who cares, se tem asneiras se não tem. Respeitando o comentário da Ali M. O problema é que as pessoas são são como as idealizamos, são como são.

Continua, evolui e manda para este lado, que eu gosto muito do teu trabalho.

Parabéns!

The Schnoof disse...

Esse comentário da Ali é surreal. Como se eu me chegasse ao pé das pessoas que não conheço e mandasse comentários acerca da forma como falam ou como se vestem ou com que princípios se regem no dia-a-dia. Enfim... ignoremos. Ao menos deu uma soltar umas gargalhadas... até me peidei... de forma vulgar.

Diana Cunha disse...

Eu gostei!!!

www.theglamourousworld.blogspot.com

Diogo disse...

Ali M, cresce e aparece, e sublinho todos os outros comentários.
The Schnoof, peidar é bom.
Alfaiate, a Internet é realmente bonita e foi através deste maravilhoso mundo que te descobri. Continua a escrever o que te apetece e a coleccionar essas brilhantes fotografias.

Anónimo disse...

Estilos literarios aparte, creo que este post plantea el eterno debate que el hombre acarrea desde siempre: quererlo todo.
Este vídeo, además de tener una energía maravillosa, nos toca dentro. Pero mi parte más racional no puede olvidar que plantea una utopía:sería imposible (y carísimo) vestir a la población actual con telares únicamente manuales. Al final, este tipo de campañas no resulta en cierto modo engañosa?
Por otro lado a todo (o a muchos) nos encanta encontrar una prenda buena, bonita y barata. Y si está hecha a mano o con máquinas nos importa menos que nuestra cartera?
Lo dicho, un difícil dilema...

Anónimo disse...

Seguramente que a Internet é uma coisa muito mais bonita desde que entraste nela.
Abraço

dg disse...

porque é que os avós têm sempre razão? é excelente perceber que conforme a vida vai avançando mais valor damos à frase "a beleza da vida está nas mais pequenas coisas".

por volta dos 15 a frase é apenas a ideia para o livro de Arundhati Roy; por volta dos 30 começa a aparecer-nos no espírito com mais força; a partir dos 60 (a avaliar também pela avó da inês) parece-me (pelo que tenho ouvido também) que começa a ser uma certeza (serena e madura).

um abraço
dg

Anónimo disse...

Escreves-te uma mão cheia de asneiras e achas-te o máximo? Não passas de uma versão masculina da Margarida Rebelo Pinto. Este blog não me diz nada seu labrego!

cantinhodacasa disse...

Incrível como os anónimos criticam, cobardemente, sem pelo menos escrever un nome, mesmo que seja um nick, e com a agravante de darem erros graves e criticarem o que não lhes diz nada.
Quem não gosta, passa à frente.
Senhor anónimo, desculpe-me mas se o blog não lhe diz nada, por que motivo comentou e insultou?

Maria

O Alfaiate Lisboeta disse...

anónimo das 19h,

descansa que, seguramente, teremos muito pouco em comum. para que fiques seguro disso mesmo dedico-te a seguinte enumeração:

1 - eu assino, tu não

2 - onde optaste por escrever “Escreves-te” eu teria escrito “Escreveste”

3 - aparentemente tu lês a Margarida RP, eu não (mas sabes...gabo-te o avanço. a lacuna é minha, já devia ao menos ter experimentado)

4 - por último... no dia em que quiser criticar a escrita de quem quer que seja fá-lo-ei, seguramente, de forma exponencialmente mais educada do que aquela que tu te permites – o que, sendo eu este distinto labrego que todos sabemos, te deixa bastante mal na fotografia (daí o anonimato, agora te percebo)

p.s. – apresento as minhas desculpas ao outro anónimo que me tinha feito a mesmíssima acusação pela hora do almoço e cujo comentário não permiti a publicação. É que este (o das 19h) conseguiu redigir uma crítica insultando-me apenas a mim (o outro alargava o insulto à MRP e tenho para mim que este blogue não deve patrocinar insultos a outras pessoas que não o seu autor)

Anónimo disse...

Obrigada pelo patrocínio da comoanhia deste blog :)

Ali M disse...

Eu não estava a tentar mandar o Alfaiate a baixo nem, sequer, exigir perfeição, porque não tenho que exigir nada.

Também não tinha intenção de ofender ninguém e peço desculpa se foi o que perceberam do que comentei. Só disse o que disse porque não estou habituada a este tipo de escrita, com asneiras. Talvez pela educação que tive, não sei. Mas não fiz o comentário que fiz com más intenções, só fiquei um bocado chocada com a linguagem utilizada, porque não estou habituada a lidar com tal linguagem na escrita. Mas mais uma vez peço desculpa porque não tinha mesmo intenção de ofender nem o Alfaiate nem o seu blog porque, como disse, gosto muito do seguir.

Carlota disse...

Acho que está muito bem sim senhora! A minha opinião é que se escrevessemos todos da mesma forma, aliás, se fizessemos tudo da mesma forma o mundo seria bem mais triste.
Parabéns pelo blog!

Maria João Rocha disse...

o video é sem dúvida, inspirador ! quanto ao sonho concretize, se conseguir fazer tão bem como as fotografias que partilha connosco, o sucesso será garantido!

Mariana disse...

De vez em quando, é óptimo alguém lembrar que "a beleza da vida está nas mais pequenas coisas".

-.- disse...

Só acho muito interessante num blog 'de pessoas com roupas maioritariamente NOT HANDMADE' dedicares um post a este tema, que aliás me é muito próximo e que defendo e consumo sempre que posso, independentemente de ficar um bocadinho mais pobre na carteira sei que a minha moral fica um bocadinho mais 'rica'
por isso subiste na minha consideração, que já era boa vá...

e já agora uma pessoa não tem nem nunca terá SÓ uma faceta; e o post que escreveste sobre a tua irmã, com foto ou sem foto, com asneiras ou sem elas está...viciante

Obrigado*

dg disse...

zé, permita-me: excelente tratamento! um abraço

Ana Margarida disse...

Bom dia!!!

Comecei há pouco tempo com esta coisa de ter blogues de estimação, que consulto regulartmente (vá todos os dias)... comecei pelos mais conhecidos (incluindo o teu). Dos que comecei a consultar a maior parte pensei: mas porque é que este blogue tem tanta fama mas pq q as pessoas adoram isto...enfim... mas o teu não, merece de facto a fama que tem, escreves lindamente, assuntos interessantes, e as fotos??!! fantásticas!!!
Posso dizer que contribuis para a minha felicidade diária!!!
:D

O Cool Hunter Bracarense disse...

Força Alfaiate! O que o alfaiate escreveu, só mostra que é humano e tem os seus dias não e dias sim como toda a gente. Uma coisa que aprecio no blogue dele é a liberdade de expressão, e o não se deixar entrar no mundo robótico e de aparências. Creio que a Ali ficou um pouco "chocada" por não estar familiarizada, mas querida, a vida é mesmo assim, nem tudo são rosas, ou melhor, a rosa também tem espinhos, faz parte, é o real. Camarada Zé, convido-te para vires até Braga um destes dias fazermos uma dupla pelas ruas, abraço e muita força.

fastfashion.onlinestore disse...

escreves ainda melhor que fotografas... talvez nao.. mas certamente que ambas as qualidades arrasam com qualquer um de nós, porque? porque sao uma simples coisa que faz o nosso dia um pouco mais feliz!
http://fastfashioncloset.blogspot.com/

Anónimo disse...

Zé ao melhor estilo que nos tens habituado!

abraco

Ana Cristina Milheiro disse...

O que realmente interessa é que a Mensagem foi passada!!!
Gerou polémica o texto, o que neste caso acho óptimo!!!! :)))
Só espero que todos os comentadores tenham visto o "mail",e não se fiquem só por comentar os comentários dos outros!
Puritanismo e choque, cada um toma o que quer!!
Relativamente ao comentário nada abonatório ao seu Anónimo dono, se não tem nada com fundamento para dizer que se cale.
Aplica-se aqui e em qualquer lado!!
De resto gostei de tudo!!! :)
Cris

stela alves disse...

Menino, vc conseguiu fazer um auê com seu texto!!
Adoro as fotos do seu blog!!!
Street Style by Stela

ines disse...

Obrigada pela partilha!:)

ines disse...

Obrigada pela partilha!:)

Isabel I disse...

Mas também pode ser uma coisa muito feia. Podemos gostar ou não gostar dum texto, duma foto, duma pessoa e expressar livre e educadamente a nossa opinião como aliás, fez a Ali M. Podemos discordar e fazê-lo saber, a unanimidade é uma coisa assustadora. Não podemos é a coberto de um anonimato cobarde, insultar. Isso é mesmo nojento.

Nunes disse...

Que paciência que é preciso ter, Alfaiate!
Gostava tanto de conseguir responder educadamente a leitores estúpidos, como alguns que por aqui aparecem...
Gabo-lhe a educação :)Sinceramente!
Já eu, como escrevo mal e ordinariamente, aprecio bastante estes textos do blog!
Quem dera a mim..a minha Professora de Português do Secundário ia ficar muito feliz se me conseguisse expressar da mesma maneira que o Alfaiate.
Um abraço.

Miss Kitty disse...

Posso fazer um pedido?

Escreve mais vezes. :)

**

rouxinol de Bernardim disse...

E as fotos da alma?!

Pat disse...

Espectacular! (não sou adepta do novo acordo ortográfico). O caminho a seguir devia ser mesmo este. Muito obrigada por partilhares! Bjo. Patrícia.

Anónimo disse...

Ena Alfaiate! já não vinha cá há alguns dias e isto está bem divertido :-)

Estas "polémicas" evitavam-se se a malta aprendesse desde pequenina a ler e escrever bem a nossa língua e sobretudo a entender o conceito do contexto. Não querendo ser redutora, um texto pode ter palavrões e estar bem escrito e ser divertido e interessante e pode não os ter e estar mal escrito... e ser uma seca… tudo depende do contexto.

E isto é um blog e o autor tem o direito de escrever como lhe apetece... Já dizia a música... it's my party and I cry if I want to... (o Alfaiate também pode dizer "It's my blog and I write the way I want to..."

Eu gosto destes textos, com alma e palavrões. Gosto mesmo! E estou farta do politicamente correcto, de pensarmos todos da mesma maneira e vestirmos todos da mesma maneira e gostarmos todos das mesmas coisas e dos constrangimentos que um conjunto de letras causa a certo tipo de pessoas e ainda das histórias do capuchinho vermelho em que o lobo em vez de comer a avozinha lhe faz o jantar...

AA (anónimo por preguiça)
Ana Azevedo (de nome)

Ana disse...

Gostei bastante:) Tive que fazer "pausa" uma ou outra vez (texto muito rápido!) mas gostei bastante do conteúdo. Não sei se foi geral mas a mim fez-me pensar "ei, e se eu fizesse as minhas roupas? Comprava uma máquina de costura e blá blá blá". Mas depois pensei nas roupas da Zara(eh pah sou mesmo gaja!) e afins e pensei "Mas eu não conseguiria fazer aquilo.." porque toda a verdade está nesse mail, mas é igualmente verdade que as roupas originadas dessa produção mecânica e em massa são giras, e eu, dos poucos alfaiates, costureiras e criadores que conheço.. As roupas são sempre um bocado excêntricas. Muito giras e criativas, verdade, mas aos meus olhos demais para usar. Provavelmente eu é que sou um pouco(muito) leiga no que diz respeito a costura e costureiros...
Mas a ideia principal está lá! As maquinas, tidas como a inovação do homem, são as que o vão enterrar. Mas isso é como tudo. Cria-se as armas e morre-se com elas, cria-se a energia nuclear e morre-se e sofre-se por ela... O homem cava a própria sepultura..
Txi agora fui negra:D

Anónimo disse...

É incrível como é que existem pessoas que não entendem a autenticidade e espontaneidade destes textos...

E sim eu sou das que olho para a vida pelas pequenas coisas...

corpo meio cheio disse...

@Ali M, dedico-lhe 'O Poema Temperamental' de Joaquim Pessoa (espero que aprecie):

Ó caralho! Ó caralho!

Quem abateu estas aves?

Quem é que sabe? Quem é

que inventou a pasmaceira?

Que puta de bebedeira

é esta que em nós se vem

já desde o ventre da mãe

e que tem a nossa idade?

Ó caralho! Ó caralho!

Isto de a gente sorrir

com os dentes cariados

esta coisa de gritar

sem ter nada na goela

faz-nos abrir a janela.

Faz doer a solidão.

Faz das tripas coração.

Ó caralho! Ó caralho!

Porque não vem o diabo

dizer que somos um povo

de heróicos analfabetos?

Na cama fazemos netos

porque os filhos não são nossos

são produtos do acaso

desde o sangue até aos ossos.

Ó caralho! Ó caralho!

Um homem mede-se aos palmos

se não há outra medida

e põe-se o dedo na ferida
s
e o dedo lá for preciso.

Não temos que ter juízo

o que é urgente é ser louco

quer se seja muito ou pouco.

Ó caralho! Ó caralho!

Porque é que os poemas dizem

o que os poetas não querem?

Porque é que as palavras ferem

como facas aguçadas

cravadas por toda a parte?

Porque é que se diz que a arte

é para certas camadas?

Ó caralho! Ó caralho!

Estes fatos por medida

que vestimos ao domingo

tiram-nos dias de vida
fazem guardar-nos segredos
e tornam-nos tão cruéis

que para comprar anéis

vendemos os próprios dedos.

Ó caralho! Ó caralho!

Falta mudar tanta coisa.

Falta mudar isto tudo!

Ser-se cego surdo e mudo

entre gente sem cabeça
não é desgraça completa.

É como ser-se poeta
sem que a poesia aconteça.

Ó caralho! Ó caralho!
Nunca ninguém diz o nome
do silêncio que nos mata
e andamos mortos de fome

(mesmo os que trazem gravata)

com um nó junto à garganta.

O mal é que a gente canta

quando nos põem a pata.

Ó caralho! Ó caralho!

O melhor era fingir
que não é nada connosco.
O melhor era dizer

que nunca mais há remédio
para a sífilis. Para o tédio.
Para o ócio e a pobreza.

Era melhor. Com certeza.

Ó caralho! Ó caralho!
Tudo são contas antigas.
Tudo são palavras velhas.

Faz-se um telhado sem telhas
para que chova lá dentro
e afogam-se os moribundos
dentro do guarda-vestidos

entre vaias e gemidos.
Ó caralho! Ó caralho!

Há gente que não faz nada
nem sequer coçar as pernas.
Há gente que não se importa
de viver feita aos bocados
com uma alma tão morta
que os mortos berram à porta
dos vivos que estão calados.
Ó caralho! Ó caralho!

Já é tempo de aprender
quanto custa a vida inteira
a comer e a beber

e a viver dessa maneira.

Já é tempo de dizer
que a fome tem outro nome.

Que viver já é ter fome.

Ó caralho! Ó caralho!

Ó caralho!

Ali M disse...

Por acaso apreciei, o poema é bastante interessante.

paulo,sj disse...

Caro Alfaiate,

Hoje enviaram-me este mail:

"Caro Paulo, tas bom?
um mail para deixar-te a sugestão de um blog: O Alfaiate Lisboeta - http://oalfaiatelisboeta.blogspot.com/
Não sei quem é o autor, mas é alguém que tem a mesma habilidade que tu: contemplar as pessoas na rua e além disso atreve-se a fotografá-las, mesmo que sejam desconhecidas. Nalguns posts, as fotos são acompanhadas ou por um comentário do autor ou por uma descrição/apresentação da pessoa fotografada.

Enfim...dá-lhe uma vista de olhos, deves achar graça!"

E achei MUITA graça!!! Já agradeci, e muito, a quem mo enviou e já adicionei este blog aos favoritos. Fui vendo e cheguei até aqui, a este texto que marcou o seu/teu dia. Lendo os comentários soltei uma ou outra gargalhada, um sorriso. Surgiu alguma indignação também... Mesmo sendo um blog um espaço público, não tenho o direito de comentar o teor de quem o "desenha" ou "escreve" se não tenho uma familiaridade mínima com o autor... Seria como ir pela rua e ver alguém que não conheço e dizer-lhe "não prestas!". E perdia uma boa oportunidade de "fotografar".

"Críticas às críticas" à parte, dizer que os dias reservam boas surpresas... Também a mim já me falaram da "beleza das pequenas coisas na vida"... E ainda há pouco n'oinsecto escrevi mais ou menos sobre isso. E hoje aconteceu uma dessas boas surpresas com "O Alfaiate"!

Continue(a), ganhou mais um acompanhante! :)
(E como vivo em Madrid, também espreitarei o "El Sastre de Lisboa")

Um Abraço!