sexta-feira, 19 de Março de 2010

Conversas imaginárias com o avô no dia do pai



- Fala-me lá do teu blogue.
E eu pensei “se tivesse nascido nos anos 20, por mais loucos que tivessem sido, dificilmente perceberia”. Mas lá lhe falei. Assim com meias palavras, a projectar a voz para o lado como quem fala sem querer ser ouvido. Por regra o tema exalta-me mas com o avô senti-me levemente constrangido. Não que não me orgulhe disto. Aliás, por mais revolta que desperte nos anónimos, heterónimos e pseudónimos que volta e meia vêm aqui lembrar a bela merda de blogue que tenho, há que reconhecer que esta merda (bela ou não) me parece a única coisa digna que fiz até hoje.

Eu sei avô. A coisa não começa bem. Qualquer coisa que se chame blogue não lhe deve merecer grande crédito. Fotografar pessoas na rua também não. E acredito que fotografá-las por aquilo que elas vestem só consiga fazer parecer tudo pior. Mas no outro dia quando liguei para aí, a avó, antes mesmo de lhe passar o telefone, disse-me que o avô se tinha emocionado quando ouvia a minha voz num programa de rádio. Fiquei meio sem jeito, sem saber que dizer. Eu sei que o avô era tramado com o meu pai e, para lhe ser franco, não é fácil imaginá-lo comovido. Também nunca vi o meu pai chorar e, para lhe ser completamente franco, ele também não foi sempre dócil comigo. Mas reconheço duas coisas: que não me imagino um pai particularmente meigo e que, não me venham cá com merdas, a disciplina com que se trata um filho em criança fará dele mais homem em adulto. E é mesmo assim, não é? Há sempre coisas complicadas entre um pai e um filho. Ser neto será sempre mais fácil.

Sabe avô...estas pessoas que eu fotografo, são sempre pessoas que me merecem um segundo olhar. Olho uma vez, olho uma segunda por reflexo e só depois as abordo. Por vezes é um processo tão rápido que nem o chego a interiorizar. Também percebo que tudo lhe soaria mais legítimo se olhasse para trás em busca duma forma feminina ou dum pedaço de carne destapada em vez dum casaco, dumas botas ou dum chapéu. Mas vou-lhe dizer sobre o que é este texto. Sobre sentir-me na necessidade de lhe explicar a minha sensibilidade. E de lhe explicar que ela é também parte da minha virilidade. Mas é apenas com o avô que me sinto forçado a fazê-lo, como se fosse o único homem no mundo a quem não tivesse tido oportunidade de o demonstrar. Porque, quer queiramos quer não, é aos nossos ascendentes que sentimos mais necessidade de provar o que quer que seja. E sempre que me vê me pergunta pelo mundo feminino e é quase sempre que o vejo que lhe respondo com evasivas masculinas. E verdade seja dita, foi com o avô que tive mais perto de ter a conversa das abelhas, esse confrangedor diálogo que o meu pai teve a gentileza de me dispensar. Mas sabe avô, quando olho por trás do ombro vejo que sensibilidade e tesão andaram sempre de mãos dadas na minha vida. Que as melhores fodas foram sempre aquelas em que as palavras mais porcas me pareceram as mais ternas, aquelas em que os abraços subsequentes ao derrame da minha virilidade me souberam tão bem quanto aqueles divinos dois segundos que precedem a ejaculação. Desconfio que nos tempos de hoje se exija a um homem que seja tão proficiente a acarinhar uma mulher como a comê-la, tão voluntarioso a apoiá-la quanto a defendê-la e tão dedicado a amá-la como a protegê-la. Eu sei que para o avô é importante ter um neto viril. Eu sou-o à minha medida e sem pretensão de o ser à imagem de mais ninguém mas confesso, gostava de o ser também à sua. Não me imagino a impingir estas exigências a um descendente meu mas aquilo que um dia exigir àqueles que vou amar não tem que ser a exacta medida daquilo que me exijo a mim. E a mim exijo impressionar o avô. Depois do pai, o avô. Mais que mulheres, amigos ou leitores dum blogue. O avô. Impressionar o avô

80 comentários:

creis disse...

Homem (rapaz) tu continua a escrever...É que a merda do blogue (como lhe chamas) ganha tanto com estas palavras...sempre que escreves um texto, ele "toca"...keep going.

Anónimo disse...

Gosto imenso do blog! E começo a gostar da tua escrita…assustadoramente verdadeira e frontal! Tens imensa sorte em ter avô e avó. Eu nunca conheci os meus, apesar de ouvir histórias incríveis sobre eles (coisas boas, menos boas e acima de tudo de gente simples que soube “levar” a vida da melhor forma!). Talvez por isso hoje não resisti em comentar…
Beijinho e bom fim-de-semana!
IC

Elsar disse...

Cada vez que escreves tornas esta "merda" ainda melhor.
Adorei este texto...fogo, veio mesmo do fundo.
:D

Sofia disse...

Continuo a prender-me nos textos, na agressividade contrastante com a sensibilidade das palavras, que torna as fotografias meras ilustrações do teu olhar.

Ana Rita disse...

Adoro o blogue, adoro os textos...adoro as fotos! Gosto muito ;)

ajoaninha disse...

Texto divinal!
Tocante!!
Adorei! ;)

A. disse...

A foto é castiça. O texto...apesar da raça que destila, continuo a achar que perdes o pé com facilidade. Nada que um bocadinho de psicanálise no sítio certo não resolva... :)

Analog Girl disse...

Excelente texto, mais uma vez.

Daniela do Carmo disse...

Querido alfaiate lisboeta. Deves ser uma pessoa interessantíssima, pelo texto que acabei de ler, pelo olhar que lança aos passantes e pela coragem de se despir diante do seu avô (e de nós).
Conheci seu blog nesta semana e não imaginava que era uma iniciativa totalmente pessoal. Gostei mais ainda.
Assinei teu feed e verei todas as suas atualizações.
Lindo o seu avô, lindo você.
Abraços do Rio de Janeiro, Brasil.
Daniela

A "Dama" disse...

Gosto, gosto e gosto!
Muito, muito, muito!

Anónimo disse...

Emocionou-me ler o texto e o contraste com a fotografia. Imaginei o meu pai, hoje com 60, daqui a 20 anos… E bateu forte, muito forte! Um dia ganho coragem e escrevo-lhe um texto assim. Porque cada vez mais me convenço que se não o fizer, um dia poderá ser tarde demais. E com ele sei que não posso falhar. Não posso. É O meu pai. A minha eterna e maior referência.

Sara Santos

Elena disse...

Muito bom! mais uma vez.

o stresado disse...

Caro Alfaiate, sou um seguidor do blog, mas este texto foi forte. Também tive estas preocupações com o meu avô… como explicar comportamentos modernos aos avós. São outros os tempos, mas os sentimentos são antigos. Continua, este é talvez o blog com mais conteúdo, as imagens são boas e os textos acompanham.

angie disse...

Na universidade tinha um colega que não deixava que lhe tirassem fotografias. Dizia que cada vez que alguém nos tira uma foto, rouba um pedaço da nossa alma.
Tu captas o melhor de cada pessoa, vês beleza onde ela não existe, alías, corrijo! Fazes-nos ver beleza onde à primeira vista não a encontraríamos. Tornas pessoas banais em seres tão especiais.
Por isso, só por causa disso, o teu avô tem motivos para ter muito orgulho em ti.
E depois, quando escreves, enriqueces de subtileza todos os temas que tratas de forma frontal e muito sui generis.
Se o teu avó não entender bem esta coisa do neto ter um blog, mostra-lho.

A. disse...

O teu blogue consegue transmitir emoções a partir de fotos de desconhecidos... o teu blogue consegue ter sentimentos em todas as palavras nele escritas.
Eu acredito que um bom blogue é o o espelho de quem o escreve... logo, para mim, tu és tudo aquilo que escreves e fotografas. Se impressionas quem só te "conhece" daqui... acredito que também o faças a quem faz parte da tua vida. Aos teus. :)

Anónimo disse...

Por norma não passo por aqui todos os dias...prefiro deixar passar alguns, na esperança de que, quando por aqui passe, encontre uma fotografia daquelas merecedoras das tuas palavras mais intensas!! Por essa razão sei que este é um blog para se visitar em privado...por saber que a qualquer momento se podem soltar as lágrimas o que não convém muito se estivermos rodeados de colegas de trabalho!! Hoje corri esse "risco" e a seguir "corri" para o wc a fim de me recompôr! Emociona-me a forma escreves...Escreves como se vive...verdadeira e apaixonadamente!! Parabéns***

Álex disse...

: )

Filipe Reis disse...

É o primeiro texto que venho comentar do seu blogue e sinceramente gostei.
Tem um alto valor fotográfico e nem todas as pessoas dão valor a arte da fotografia em si mas o "dono" deste blogue e gosta de partilhar com os outros. Desde já, os parabéns pelas fotografias que são fantásticas.
E também por dar valor aos mais velhos.
É uma pena que nem todas as pessoas deste país saibam dar valor aos avós !

Aguardo o prxóximo post.
Um abraço.

O pequenas... disse...

não é que esta "merda" está cada vez melhor! :-) continua! divinal o texto de hoje.

António Prates disse...

Uma imagem que me revela integridade e sentimento, muito sentimento. E o texto é grande… esteticamente Grande!

Parabéns ao avô e ao neto!

Queen of Hearts disse...

Gosto muito quando escreves textos assim. É algo que fazes muito bem!

Mafalda disse...

Parabéns Zé por mais um belo texto acompanhada de uma foto tão especial. Não há nada como os avós, são mesmo únicos!

au revoir Camille. disse...

este post está sobrenatural, mesmo :O

eu disse...

Se o teu avô soubesse o efeito que as palavras que escreves têm nas pessoas que as lêem...

Bjinho

Maria disse...

God, adoro a maneira como escreves! Fantástico. Continua, merda ou não sabe bem vê-lo e lê-lo :b

joana disse...

Percebo essa exigência que sentimos relativamente aos familiares, principalmente aos avós. Eu só tenho uma, já desisti de ser especial aos seus olhos. Neste caso porque não mostra o blog ao avô? Assim como a parte dos comentários, assim fica a saber de que forma o neto toca na vida de tanta gente, gente que o segue quase diariamente, que gosta dele e o admira pela escrita, fotografia e pela pessoa que mostra ser. Tenho a certeza que vai ficar muito orgulhoso desta "bela merda".

Zana disse...

Poderoso!!!

Bom fds

Ana. disse...

So cool!

Não sei do que gosto mais, se das fotos, se das palavras!
Não vale a pena dar-te mais palmadinhas nas costas, porque sabes bem que este blogue de merdoso não tem nada!

;)

Catherine Linton disse...

Podias ser menos perfeito? 'Da-se!

FATIMA disse...

Para os avós e pais somos perfeitos,são os unicos a quem não temos de provar nada para eles lá no fundo somos perfeitos!
Não tenho avós nem pais por isso estou á vontade para o dizer.Bem haja por falar com esse respeito desse avo perfeito...

Helena disse...

Outro texto forte, poderoso, bem escrito, para pensar!
Um beijo ao Avô.

Ana disse...

Caro Alfaite:
Desculpa-me a desfçatez, mas este teu post merecia uma resposta tão terna quanto porca...
Infelizmente não posso ser eu a dá-la...
:(

C. disse...

o meu avô e mesmo daqueles homens a antiga : serviu a patria , honrou Deus e ama a família .

em 2009 o meu avo teve cancro . graças a deus é um desses guerreiros que o venceu , desde então é a pessoa neste mundo que mais admira e comenta os meus casacos . não sei bem porquê . mas acho que ele gosta mesmo deles , ou entao anda apenas a gozar comigo . gostava era que ele soubesse que sou eternamente apaixonada por um blazer azul escuro dele com botoes dourados !

contudo , ainda sou a rapariga mais feliz do mundo quando entro lá em casa e ele diz " Carocha , tens um casaco novo todo janota ! "

Anónimo disse...

Adoro a tua escrita... esta "merda" deste texto é uma optima "merda" de s ler

Anónimo disse...

Olá. Foste tão verdadeiro, tão frontal que me comoveste. Vejo o meu avô exactamente com o mesmo OLHAR, a verdade vem quando leio as tuas palavras, o sentimento chega quando as atinjo e vejo com os meus olhos o poder das tuas palavras. Obrigado por me recordares a importância do avô na minha vida. Já agora, admiro imenso o teu blogue decobrio-o há pouco mas não passo um dia sem te visitar. TMF

Isa Sena disse...

Nunca comentei
Hoje é só para dizer... Adoro o que escreves e como escreves

Paulo F disse...

Venho aqui há muito, linkei e aconselhei, mas apenas hoje senti necessidade de dizer (escrever) que os teus (desculpa o "tu"...) textos são muitíssimo bons, enriquecendo, de que jeito, as fotografias que fazes.
Continua, continua sempre.
Obrigado,
pf

.....

P. S.: Posso pedir uma coisa? E tipos gordos, não há? Tenho que puxar a brasa à minha sardinha, eu que sou gordo tinha a maior admiração por verdadeiros ícones da "elegância-mais-um-nada-avantajada": Gianfranco Ferré, Orson Welles, Mário Soares (políticas à parte, um homem elegantérrimo, ainda hoje), o grande Pavarotti, Philip Seymour Hoffman, por aí...
Falei deles, porque elas e~stão muito bem assim e confio plenamente no teu bom gosto...
Desculpa o testamento.
Continuação...!

Anónimo disse...

Venho visitar o teu blogue nao pelas roupas e chapeus dos fotografados, mas como os fotografas - apanhas a essencia de "desconhecidos" de uma maneira muito bonita. Escreves de maneira bonita mas as referencias de como gozas o sexo de maneira tao "masculina" (ou melhor machista), lembra-me que sendo mulher ehs do tipo de homem que desprezo. Sorry :(
Good work!

lemon(ite) disse...

Nem tenho palavras. Só uma expressão de espanto. Escreves como lava quente. :)

Desde este minuto, uma admiradora

M. disse...

este e o da irmã.
deixaram-me colada de tão fortes.
familia. e ninguém quer saber do estilo.
muito bom

Nessuno disse...

sabes zé, acho que sei porque o blog é tão importante.

não é só pelo que aparentemente o torna muito bom como todo o processo do instinto-fotografia-post-texto, mas sim principalmente pela ajuda que te prestou a expressar o que sentias pelas pessoas mais importantes na tua vida. Esta forma fantástica de lhes poder "provar" e mais até a ti mesmo, aquilo que sentes e a forma como os vês. Isso, ainda mais que o resto, merece uma recompensa.

A minha humilde recompensa é uma viril palmada nas costas, acompanhada de um sincero "Parabéns pá!"

Não acontece com todos, eu tenho dois avós, mas apenas admiro um deles, que é quem mais respeito na minha vida. E não digo isto só porque fica bem. É mesmo.

abraço

Fi. disse...

Tão terno, interior, verdadeiro,tão duro, tão simples e complexo. Tão sensível e viril. Tão bonito.

Que continues a ser uma mente iluminada.

Anónimo disse...

Andas a ver mt californication!!!
ahahahah

luis santos

Anónimo disse...

Tu és muito! muito mesmo!!! Sério.. em cada texto.. emoções, assertividade, sensibilidade e clareza. Q dificil é reunir tais caracteristicas na mesma Pessoa! Obrigada mesmo. O meu Avô partiu em Agosto de 2008. Continuo a pautar-me pelo que ele me diria em muitas situações. Porque o meu avô teve 3 netos e nunca se dirigiu a eles de uma forma q nao fosse dócil, bonita, carinhosa e demonstrativa de um orgulho maior do q o Mundo! O q ele tinha por nós... E q quero continue a ter. como nos temos por ele. Porque quando for grande, quero SER COMO ELE!!:)

beijinho gde e Continua! És grande!

ce disse...

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Sério, Moda? disse...

Como dizemos aqui no Brasil, "fiquei bege" com seu texto, blog, ideias, sensibilidade.

O que significa dizer: admirada, surpresa, chocada, tocada, inspirada, boquiaberta... e por aí vai.


Beijos,


Jodie | Sério, Moda?

miguel disse...

.é difícil, impressionar a pessoa que estimamos, ou por quem temos carinho, sobretudo quando tentamos provar algo porque não nos achamos suficientes.
Precisamos. Sentimos necessidade de impressionar...
.é difícil.

gostei to texto :)
abraço.

Sairaf disse...

Que texto sublime!!!!!!, ainda que na "...merda de blogue..." como tu fazes questão de dizer... quem me dera que todas as merdas que leio fossem tão boas quanto este post que acabei de ler.
Enaltecer aqueles com quem tanto aprendemos e continuamos a aprender.
Muito bonito, parabéns e continua a escrever.
abraço

Anónimo disse...

Alfaiate, a disciplina não é incompatível com o tratamento meigo. Quando (se) tiveres um filho verás que se equilibram
cris

Anónimo disse...

ó alfaiate se fosse a ti deixava-me de desculpas com os trapinhos e assumia a vontade de transformar este espaço num confessionário..mesmo assim, dispenso as alusões á tua bem sucedida vida sexual.."cão que ladra não morde"..já dizia o meu avô..

alfa disse...

Alfaiate Lisboeta.Brilhante texto. Gostei muito do que li e da forma clara, sem preconceitos e ao mesmo tempo cheia de ternura como te retratas e retratas a relação que tens com o teu avô. Parabéns ao avô e ao neto. Avô, apesar de a palavra blog poder ser estranha para si, orgulhe-se do seu neto.
bjs

ana paula disse...

Isso é que foi deitar tudo cá para fora

mulher de gengibre disse...

Gosto tanto de vir aqui!
Gosto da importância que dás à vida, destes teus gestos por quem te é querido...
Continua...

Likas disse...

Por virilidade entende-se conjunto de características de um homem. São poucos os homens que se conseguem expressar, sobre o que vai dentro, não os torna pessoas mais ou menos viris, melhores ou piores, apenas pessoas diferentes. Ser homem é ser pessoa, é ser...ser quem és! Gosto da pessoa que transmites ser,

Anónimo disse...

Não consigo usar nem metade, das palavras caras que usas-te ou que vários comentadores usaram para descrever o quão fantástico é a tua maneira de escrever, a tua maneira de ver e a tua maneira de fotografar por muito simples que seja é marcante.

Raquel Guerreiro.

Verduxa disse...

Uma única palavra: "tocaste-me"!

Cuca disse...

Às vezes a blogosfera é mesmo surpreendente. Vim aqui parar por engano e acabei por ler o blogue todo. Adorei o conceito, as fotos e alguns textos. Mas tenho uma dúvida que merece um esclarecimento: Como raio consegues tu convencer as pessoas no meio da rua a pousar para ti?

Anónimo disse...

Querido Alfaiate Lisboeta
Trocamos algumas palavras no lançamento do livro da Maria Guedes.
Na altura dei-lhe os parabéns pelo seu extraordinário blog!
Recordo-me que lhe dei um conselho....pense em escrever um livro!
Depois deste brilhante post que dedicou ao seu avô, por que espera?
Escreve bem e embora jovem faz muito bem a ligação entre o passado e o futuro! Parabéns.
um beijinho
A Poveira

Anónimo disse...

alfaiate, como consegues focar a pessoa em questão e desfocar o fundo?
thanks!

neimarbackpacker disse...

Gostei imenso deste seu post, nota-se que foi escrito com muito sentimento e talvez por este motivo tenha sido tão bem escrito.
Parabéns mais uma vez.

Diário de Lisboa disse...

Zé,se alguém ainda pensa que este é apenas um blog onde só se fala de "fatiotas" então que se lixe.
Emocionante e fantástico, como sempre.
Grande abraço.

Eva disse...

Céus, oh céus!
Eu de TPM a ler tais palavras, levas-me à loucura, rapaz!
Um blogue tão belo e singelo quanto aquele sorriso que estampa o teu lindo rosto naquela tua foto em um post de outro dia.
Belíssimo, continua a escrever, a dialogar, a retratar. Pois é esta a sensibilidade que te torna o que és, que te torna ainda mais vivo e presente nesta terra.
Escreve, eu escrevo a ti e a homens como tu.
Beijos doces,
Eva.

rah disse...

Gostei. Gostei muito!

libelinha disse...

thanks for making me smile

libelinha disse...

thanks for making me smile

ILeite disse...

Parece que o sentimento de um post faz com que várias pessoas escrevam o primeiro comentário...

Lêr o teu texto, seguido de vários comentários que falam do orgulho que cada um sente pelos avós não podia deixar de me fazer sentir nostálgica, mas ao mesmo tempo feliz porque os tive.

Tive um casalinho de avós que não podia ter sido mais amoroso, mas foi com a minha avó, talvez por ter partido há menos tempo e eu ter mais maturidade nessa altura, que mais aprendi e descobri.

Foi com ela que aprendi (sentindo) o significado mais puro do amor desinteressado. (Claro que também amo os meus pais, mas é mais fácil ser avó do que mãe... há mais atritos).

E foi por isso (e por outros precalços) que enquanto tive tempo, um dia lhe tisse tudo o que tinha para dizer e todo o orgulho que tinha nela, para que nada ficasse por dizer.

Ela era linda, um ser humano lindo, que só não ia mais ao café com as amigas porque não gostava de falar da vida dos outros, e não lhe dizia respeito.

Alfaiate,
prestar uma homenagem assim ao teu avô, fazendo com que tanta gente comente e se emocione, é por si uma mostra do carinho que sentes por ele. Fala.lhe da tua admiração, mostra.lhe como tocas as pessoas. De certeza que vai ficar muito orgulhoso do neto!

Continua!

LBJ disse...

Perdi a oportunidade de impressionar o meu... Acho que é algo que me encheria de orgulho...

Gostei do teu blog.

Ângela Pécurto disse...

Não é digno de Nobel, mas é profundamente desconcertante. Adorei o texto e a maneira como as palavra mais porcas te saem com tanta dignidade. As fotos são boas, a escrita melhor.

Sabina disse...

Perfeito!!

Rita disse...

O melhor presente que podia ter dado ao meu avô, se ele fosse vivo, teria sido aparecer na TV ou na Radio a dizer qualquer coisa sobre mim. Faz por isso todo o sentido, para mim, tamanho orgulho do seu avô em si.

E que melhor reconhecimento senão pelo nosso avô.

Quanto ao seu blog, que é o que nós traz aqui, tenho a dizer-lhe que " o seu blog é tão bom que dá vontade de nós vestirmos bem só pelo risco de o encontrarmos na rua".

Continue por isso a divertir-se/nos.

DaInis disse...

lindo

DaInis disse...

peço desculpa. lindo profundo como me parece ser o autor do blogue escreva sempre.

Arroz de Casca disse...

sou uma pessoa da escrita por vezes desiludida com a escrita. nos dias que correm, tenho uma considerável falta de fé numa escrita que me embalou durante muito tempo. é quando leio textos como estes, que me comovem, que consigo reacender o tal brilhosinho nos olhos.
Obrigada, caro Alfaiate! Escreve sempre.

TTC disse...

É por estes desabafos bem escritos (mais do que por qualquer fotografia de pessoas bonitas e bem vestidas) que continuo e continuarei sempre a voltar aqui, a este lugar. abraço zé

Pepa Xavier disse...

Para além de fotografar, escreve bem, bastante bem. Congrats.

ideias de maré disse...

Por sugestão de uma colega acedi ao seu blog e à sua página no facebook. Mais do que a ideia da captação das imagens, o que me fascinou é o que escreve sobre alguns dos seus posts. Não estou a tirar mérito ao que fotografa, longe disso, mas as palavras com que acompanha algumas das imagens que capta revelam ainda mais da sensibilidade que se adivinha em si. Muitos parabéns, peço-lhe que não desista e muito obrigada pela partilha que nos permite consigo fazer.
Um grande beijo,da
Ana Paula Ferreira

DG disse...

Este é dos [teus] melhores posts. Mais puro. Mais [teu]. Mais sério. Mais verdadeiro. Mais viril. Mais assumido. Mais impressionante.
Se fosses meu neto (o que seria, ao que julgo, matematicamente/naturalmente impossível) impressionar-me-ias e emocionarias... (aliás, em abono da verdade, esta última conseguiste mesmo não tendo idade para ser teu avô...)
Um abraço,
DG

coffee breaker disse...

Sou leitora habitual mas não participativa.
Adorei.

Anónimo disse...

É merda deste blog é uma bela merda =D
Conheçi o teu blog hj atravez d uma revista e resolvi visita-lo e estou adorar não me canso de o ver e rever lolol =D Cuntinua..ADORO

RPPMC disse...

Que belo texto...obrigado