quarta-feira, 31 de agosto de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Sem merdas...
Eu curto sapatos de vela. Mesmo. Mas gosto deles assim. Sem grandes merdas, ideologias, valores, ou o que quer que seja metido à mistura. Sem serem, como o eram nos tempos da minha faculdade, um must have (o que eu adoro estas expressões idiotas) entre os cursos de gestão (e não me refiro a ter um ou dois pares mas a todo o espectro de pantones que as marcas de referência ofereciam) ou um autêntico harakiri nas faculdades de ciências sociais. Gosto deles assim, usados pelo Paulo Portas ou pelo Jerónimo de Sousa, pelo Mico da Câmara Pereira ou pelo Sérgio Godinho. Sem merdas, ideologias ou todo esse tipo de mariquices que não me fazem grande sentido quando tudo o que eu quero calçar-me. Porque eu acho que os vela estão acima de isso tudo. Numa tarde de skate à beira do MACBA, num lanche improvisado na Rambla Catalunya ou numa marina do Porto Olímpico (imaginem que lá fui e rematei o post como uma terceira foto que não cheguei a tirar). Gosto de os calçar, de os usar com uma t-shirt de alças ou a camisa mais pipi. Sem contexto e simbologias. De os usar porque são frescos, práticos e confortáveis. Ou simplesmente porque os calço e descalço sem me dar ao trabalho de desfazer aquele nó rematado faz anos
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
500 posts
São 500 posts. Só me dei conta agora por acaso. 500 publicações, carradas de abordagens a estranhos, umas 700 imagens, número idêntico de participantes e uns bons milhares de palavras. São 500 posts. Mérito de quem publico hoje e de quem publiquei antes. 500 posts dos quais nunca elegi favoritos mas que, desse lote que nunca existiu, este retrato faria seguramente parte
[esta publicação pode também ser vista aqui]
terça-feira, 16 de agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
O Ayres, os 15 anos da CPLP e a língua de onde se vê o Mar
Soube da existência do Ayres por causa dum e-mail que me enviou um dia que passei por Londres, a cidade onde vivia na altura. Este alfaiate portuense escreveu-me com a familiaridade de quem partilha comigo uma cidade, um país, uma bandeira, um hino ou a língua que aprendemos à nascença. Com a mesma familiaridade de quem, longe de casa, escuta o seu idioma nas costas e se volta de mão estendida e sorriso nos lábios
O que provavelmente não desconfia quem visita este blogue é que ele não nasceu da fotografia. Nasceu das palavras. As fotos vieram mais tarde pela sugestão de um amigo que me mostrou o meio mundo que andava a fotografar a outra metade por essas ruas fora. Mas eram as palavras – sabia-o eu – que estariam na base do tal projecto ao qual ainda não conhecia nome nem imaginava forma. E esse foi o principal motivo pelo qual aceitei o desafio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Porque foi a palavra – a palavra em português – a mesma que une cada um dos seus oito países membros (Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste), que me trouxe aqui um dia
O desafio da CPLP era simples. Que recreasse a minha visão de cada um destes países através dos protagonistas que fotografasse. Porque cada um dos fotografados tem um encanto mui próprio. Porque cada um deles tem o seu peculiar sotaque, olhar, tom de pele ou textura capilar mas todos eles partilham a minha língua. Porque é da língua que se traçam os contornos sobre a forma como se vê o mundo. Porque da minha língua... “Da minha língua vê-se o mar” (Vergílio Ferreira). Da minha, do Kalaf, da Maida, do Lisandro, da Eurizanda, do Ayres, da Ana e da Sónia, da Iracema e da Anna também. Da língua de todos nós se vê o mar. Bem à vista... aqui