segunda-feira, 17 de maio de 2010

domingo, 16 de maio de 2010

Mesma hora mesmo sítio, meteorologias e bicicletas diferentes

Mesma hora mesmo sítio, meteorologias e bicicletas diferentes
Mesma hora mesmo sítio, meteorologias e bicicletas diferentes (2º dia)

Reencontrar pessoas em cidades estranhas provoca-nos sempre aquela sensação idiota (mas bem agradável) de que ainda agora ali chegámos mas já dominamos a cidade. Que sabemos onde se passa x, que a zona y é a mais indicada para isto ou aquilo e que, se fizermos corta-mato pela ruela z conseguimos chegar ao ponto mais desejado da cidade. Na primeira vez que encontrei o Martino estava a devorar uma posta milanesa enquanto ia conversando com um casal japonês que, mesmo a pedir umas piadas estereotipadas sobre o seu povo, olhava para a minha máquina fotográfica (japonesa por sinal) como se da última maravilha do mundo se tratasse. Encantei-me com o visual napoleónico do Martino e lá lhe fui tirar a fotografia da praxe, sugestão à qual ele reagiu tão naturalmente como se lhe tivesse perguntado as horas ou uma informação turística.

Da segunda vez foi diferente. Estava a almoçar com uma dinamarquesa que tinha encontrado fortuitamente na Via Brera e que – lá está outra vez a sensação idiota a vir ao de cima – tinha conhecido por ali dias antes. Bebia vinho branco como se fosse água mas, ao contrário da falta de encanto que costumo encontrar nas mulheres que estão mais emborrachadas que eu, estava deliciado com ela e com aquela bebedeira encantadora a transbordar feminilidade por tudo quanto era poro do seu corpo. Pelo olhar (e pelos olhos), pelo sorriso (e pela boca), pelo ombro semi-nú e pelo decote que se exibia quando, rindo, se debruçava sobre a mesa. E até pelo inglês atabalhoado que 48 horas antes me parecera tão perfeito. Quando até aos tropeções em ditongos e fonemas se acha encanto corre-se o risco que quem esteja sentado à nossa frente se comece a dar conta da boa impressão que está a deixar do outro lado da mesa e, lá estava ela, bêbada mas nada parva, a registar a minha crescente rendição àquele concentrado de feminilidade. A dada altura lembrou-me, bem à imagem do espírito prático escandinavo em questões desta natureza, que a sua disponibilidade não era necessariamente proporcional ao álcool que tinha no sangue e que, não obstante estar-se a divertir imenso, não queria que eu a interpretasse mal o que, convenhamos, foi apenas uma forma mais sofisticada de me dizer, “lá por ser Domingo, estarmos bêbados e razoavelmente atraídos um pelo outro, e os nosso apartamentos serem próximos, não significa que lá vamos parar”. Disse-lhe, com um ar de gozo que tinha por fim fazê-la sentir-se um tanto ou quanto ridícula, que ela tinha descoberto mais bons motivos para que isso acontecesse do que eu julgava existirem mas que, o amigo de quem lhe tinha dito estar à espera não era apenas uma “entidade imaginária” e que, nem de propósito, já o avistava ao fim da rua. Levantei-me e lembrei-lhe que o único motivo pelo qual não lhe tinha sugerido uma fotografia era que, se o fizesse, não me sentiria confortável a escrever sobre ela e aquele almoço. Já o Martino, recordo a sua reacção quando o amigo lhe perguntou para que raio eram aquelas fotos. Recorreu àquela mímica italiana de juntar as pontas dos dedos apontadas para o céu e disse, com o ar de gozo que facilmente se lhe imagina, "Lo sai, io e la moda, la moda e me..." [qualquer coisa como “Tu sabes, eu e a moda, a moda e eu...”]

E pronto, lá fomos à nossa vida com aquela sensação idiota (mas sempre agradável) de quem já domina uma cidade

sábado, 15 de maio de 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

terça-feira, 11 de maio de 2010

domingo, 9 de maio de 2010

quinta-feira, 6 de maio de 2010

"oh yeah" Elisabeth

Oh Yeah Elisabeth

“oh yeah” foi o que eu pensei quando a vi. “oh yeah” foi o que eu pensei quando vi o seu site. “oh yeah” Elisabeth Moch. Eu já nem estou aí para as calças dela, vejam bem as ilustrações. “oh yeah”

quarta-feira, 5 de maio de 2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

terça-feira, 27 de abril de 2010

domingo, 25 de abril de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Miguel Negretti (DJ Glue)

Miguel Negretti

Não devem ter passado mais que duas ou três semanas entre me terem mostrado um admirável mundo novo de blogues que retratavam a moda de rua por todo o planisfério terrestre e ter começado o Alfaiate. E foi nesse pequeno hiato temporal entre o “decido” e o “começo” que reparei pela primeira vez no Miguel. No Miguel e na pala dos seus bonés. Mas ao contrário do que é costume acabou por não ser na rua que decidi que queria mesmo fotografar o Miguel. Foi no Lux, num Sábado em que o que estava a passar no piso de cima ganhava contornos épicos para os meus modestos critérios musicais. Quando olhei para a cabine percebi que, com ou sem boné, dificilmente deixaria de fotografar o Miguel

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Dá para fingir...

Dá para fingir que não está ali a minha sombra, que os sapatos que mereciam estar focados estão efectivamente focados e que esta fotografia, mesmo depois desta trapalhada toda, ainda continua a ser uma das mais giras que publiquei até agora?

que não está ali a minha sombra, que os sapatos que mereciam estar focados estão efectivamente focados e que esta fotografia, mesmo depois desta trapalhada toda, ainda continua a ser uma das mais giras que publiquei até agora? É que eu acho que é

terça-feira, 20 de abril de 2010

O Varela tem presença

O Varela tem presença

Tem também um casaco que não me importaria nada de vestir. E por falar em presença, é coisa que também não parece faltar à loja onde trabalha, à porta da qual o fotografei. Akira, acabada de abrir, ao nº8 da Calçado do Combro

domingo, 18 de abril de 2010

quarta-feira, 14 de abril de 2010

domingo, 11 de abril de 2010

Érica - Summertime!

Érica -Summertime!

No que diz respeito a elogios há dois tipos de miúdas: aquelas às quais até gabar-lhes o macaco esquecido que trazem ao nariz as faz assumir que as queremos comer e aquelas que são perspicazes o suficiente para perceberem que se as quiséssemos mesmo comer o mais provável seria não lhes elogiarmos até os mais flagrantes atributos (quem diz comer diz outra coisa qualquer…não sejam coninhas)

A verdade é esta…veja a Érica com uma prancha debaixo do braço, no Lux ou no Miradouro onde a encontrei há bocado está sempre com uma granda pinta. E eu cá comunico-lhe sempre. Mas desconfio que ela nunca me leva a sério. Talvez escrevendo passe a levar (isto tudo claro, porque já lhe testei a perspicácia faz tempo)