A canadiana é uma peça que merece, só ela, um dossier inteiro com diferentes modelos e cores. A seu tempo terá aquilo a que tem direito, por enquanto vou recolhendo espécimes. Este foi o 1º
Fui assistir à defesa da tese de mestrado de um amigo. Durante a arguição tive tempo suficiente para reparar em todos os que lá estavam comigo. Achei que este senhor tinha qualquer coisa de especial. Quando o abordei recordou-me apenas que tivesse cuidado com o que escrevesse. Garanti-lhe que me limitava a fazer um ou outro apontamento sobre os mesmíssimos motivos que me levavam a fotografar pessoas, o que, necessariamente, resultaria sempre em comentários lisonjeiros. Acedeu com este sorriso
Bernhard Roetzel enuncia em O Gentleman três vantagens distintas relativamente à camisola. “Pode abrir-se e assim regular a temperatura, vestir-se e despir-se sem desmanchar o penteado ou tirar os óculos do nariz e, habitualmente, existe um pequeno bolso para cigarros, chaves ou trocos”. Em miúdo achava que era peça de roupa destinada exclusivamente a velhos. Hoje, já com pouco cabelo para despentear, percebo a sua versatilidade. H&M e PG parecem concordar. É fácil encontrá-los em malha ou algodão, lisos, às riscas ou em losangos.
Anos 20 O chapéu, até então acessório obrigatório, ficou circunscrito ao uso diurno. O modelo mais popular era o "cloche"*, enterrado quase até aos olhos. * sino, em francês
Três elementos caídos em desuso. Os mesmos três elementos que tornam este senhor tão especial (para quem acha que vestir bem se resume a seguir tendências...)