segunda-feira, 19 de agosto de 2013

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Esta foi por uma boa causa

Esta foi por uma boa causa

Provavelmente, mais que qualquer outra pessoa no mundo, acredito que cada uma das fotografias que aqui aparece é – pelo simples facto de aqui estar – uma boa causa. O que acho é que há um ou dois punhados delas que têm um sentido ainda maior. Uma causa (ainda) mais bonita. Uma causa que o sorriso da Matilde serve nesta imagem. Como servem os sorrisos da Carolina e do Miguel. Os sorrisos da Sónia, da Sofia e do Manel. E os da Clara e do Gonçalo.




[esta publicação pode ser vista aqui também]

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Biquini do Panamá

Biquini do Panamá


[uma bonita sequência desde mesmo biquini e do respectivo panamá pode ser vista aqui]

quarta-feira, 17 de julho de 2013

No terreiro

No terreiro


[esta imagem pode ser vista aqui também]

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Excepção à regra

Filipa&Francisco

Não são desconhecidos. É o meu afilhado e a namorada. Não os encontrei por acaso na rua. Liguei-lhes. Para isto

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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Osiris

Osiris

Estendi-lhe a mão, apresentei-me e quando ouvi o nome disse:
- Osiris? Curioso.. a primeira pessoa que fotografei em Madrid chamava-se Osiris.
Ao que ela responde "não conheço ninguém que se chame Osiris". E insisto "estou seguro
que o seu nome era Osiris". Encara-me com uma atenção redobrada, como se me tentasse
alcançar a umas dezenas de metros e pronuncia:
- Alfaiate?
Sorrio (e com o meu sorriso faço-a sorrir também) e dou-me conta que, afinal, estávamos
ambos tremendamente certos. Era Osiris que se chamava a tal rapariga que havia sido a
primeira de muitas fotos em Madrid. E estava também certa a Osiris pela estranheza com
que encarou sequer a possibilidade de eu ter fotografado antes uma homónima sua. Havíamo-nos cruzado um dia, três anos antes, em plena Calle Serrano: aqui


[a Osiris pode ser vista aqui também]

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Hot in here

Hot in here

Não digo asneiras. Quer dizer. Digo. Na verdade cada um dos que já passou aqui é até potencial testemunha de que também as escrevo. Mas quando digo que não as digo digo-o pelo simples facto de acreditar verdadeiramente que só as digo quando sou confrontado com o que quer que seja que me obriga a dizer aquilo que em teoria não me deveria permitir fazer (o que, na verdade, me parece o mais ilustre dos sofismas para justificar a minha própria brejeirice). Digo-o quando vejo a minha equipa perder de forma inglória, digo quando o meu companheiro de equipa não corre aquilo que entendo que deveria correr, digo quando presencio alguma injustiça ou, tão simplesmente, digo quando sinto o que quer que senti no momento em que tirei esta fotografia. Digo-o porque vejo algo que me impacta de forma tal que não consigo deixar de dizer aquilo que sempre me ensinaram que não deveria fazer. Porque como já havia dito aqui, a imagem certa da miúda certa a mexer na porção, também ela certa, de cabelo certo é, fora da sua intimidade, o mais belo e feminino dos gestos permitido a uma mulher. E foi por isso, única e exclusivamente por isso... que o disse

[esta e outras imagens deste mesmo momento podem também ser vistas aqui]

domingo, 23 de junho de 2013

sexta-feira, 21 de junho de 2013

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Vega

Vega & Sevilla


Luís. Acho que se chamava Luís. Fez-me sinal na direcção delas e interrogou-me “sabes quem são?”. “Devia?” perguntei. Na verdade afirmei perante mim “que sim que devia” mesmo que, senão por outro qualquer motivo, pelo resultado imaginético que se adivinhava. A tarefa ficou simplificada uma vez que, casualidade ou não, convidaram a Vega a sentar-se ao meu lado naquele pátio sevilhano onde tomava o pequeno almoço. Só horas depois, quando a voltei a encontrar a meio da tarde, fiz este retrato. Mas foi de manhã. Foi de manhã que vi a Vega e uma amiga sua. Uma loira e outra morena como se, aquela imagem que havia captado a minha atenção, do Luís e a de quem quer que ali estivesse, fizesse parte de um qualquer trecho visual dedicado à mais intemporal das feminilidades. E perdi essa foto, em parte porque também eu queria contemplá-las e desfrutar do momento de forma discreta sem abordagens, fotografias ou apresentações. E, por outro lado, porque não me parecia bem deixar o tal Luís ali pendurado. O mesmo Luís que me havia perguntado “sabes quem são?”. A quem respondi interrogando “devia?” quando na verdade, feitas as contas, afirmava perante mim mesmo “que sim que devia”. Porquê? Porque quando olhei para a Vega vi uma virgem. Daquelas virgens por quem terroristas suicidas suspiram antes de se fazerem rebentar sobre um qualquer local onde, momentos depois, restará apenas sofrimento e dor. Como se, olhando para ela, encontrasse uma tal humanidade nesses homens a quem, pela violência dos seus actos, me custa sempre reconhecer tal atributo. E lembrei-me de tudo isto enquanto percorria o casco antigo de Sevilha. Enquanto percorria aquelas ruelas estreitas e pensava no quanto gostaria de fazer ali uma foto. Que a particularidade deste conceito de retratar, quem por casualidade passa do outro lado da rua, me impede de ter assegurado uma fotografia onde quer que me apeteça fazê-la. E, ao percorrer o Bairro de Santa Cruz, sinto as pedras das quais a sola do meu calçado não me protege. E chego a uma praça linda. Não se chama Velazquez nem Goya. Nem Alfonso XI, nem XII nem XIII. Nem Camilo José Cela nem Miguel de Cervantes Saavedra. Chama-se Elvira. Doña Elvira. Onde voltei um dia depois. Porque até há duas linhas era o dia x. O dia em que recordei a Vega, o seu encanto e o de Sevilha. Em que caminhei até ao ponto em que parecia sentir já os pedregulhos da calçada em contacto directo com os meus pés. Porque hoje que vos escrevo é dia x+1. E estou de novo em Doña Elvira. Na verdade estou duplamente com ela já que, para além de me encontrar naquela praça, me sento à mesa do restaurante que se apropriou também do seu nome. Sento-me, peço uma folha de papel e uma esferográfica. Vou já, neste preciso momento, nas costas da segunda folha que pedi entretanto. E recordo agora que por culpa da Vega olhei com humanidade para a imagem do terrorista suicida. Por causa da rapariga que entra (com a amiga, em tons mais escuros, igualmente bela) por aquele pátio sevilhano e faz com que o Luís me pergunte “sabes quem são?”. A quem contesto por intermédio de uma interrogação quando, na verdade, sabemo-lo agora tão bem, confirmo apenas perante mim mesmo “que sim que devia”. A Vega. Não resisto e digo “que nome bonito”. Que é, seguramente, uma das formas mais elementares e desprovidas de arte de se elogiar uma mulher. Mas é que Vega é lindo. Ela parece não desconfiar e eu, francamente, não tenho como lhe explicar. Não pode imaginar que, aquele pequeno-almoço num pátio sevilhano no dia x-1, me há-se servir de inspiração para, no dia x, enquanto caminho e sorrio por aquelas ruas e ruelas onde os pedras que emergem do solo me agridem os pés, pensar em algo que escrevo, neste momento, no dia x+1, sentado no restaurante situado na praça de mesmo nome que não pertence a um prémio Nobel, artista ou antigo monarca do nosso país vizinho. Pertence somente a Elvira. Doña Elvira. E nesse momento sinto-me rendido às mais simples e prosaicas sensações da vida. À brisa (quase que) fresca que se faz sentir nessa esplanada ou ao encanto que Vega deixará sobre mim, o terrorista suicida, o Luís, qualquer uma das pessoas que estava naquele pátio sevilhano ou qualquer outra que visite este blogue. E quando penso nisso esqueço-me até da planta dos meus pés sovada por aquela calçada antiga que o meu calçado de Verão não se ocupa de proteger. Vega soa-me o mais bonito dos nomes. Desmesuradamente belo. Ela parece não desconfiar e eu, francamente, não tenho como lhe explicar. Mas Vega é belo. Independentemente do que ela própria considerar sobre o nome que lhe pertence. E torna-se ainda mais belo naquele pátio fresco daquela cidade insuportavelmente quente com uma gente desmesuradamente simpática e orgulhosa. Porque o meu fascínio por aquela imagem matinal de uma loira e uma morena a irromper por entre o meu pequeno-almoço não eclipsa por um segundo a consciência sobre onde estou. Estou em Sevilha. E em Sevilha encontrei as gentes mais orgulhosas da sua terra. Porque em Sevilha ouvi – da boca do pai de um rapariga que ali conheci – o mais bonito dos ditos nativos. Dizia ele, sem qualquer trejeito ou laivo de ironia:
– Sabe o que me dá pena? A mim... A mim dá-me pena a gente que não nasceu em Sevilha.

Pois a mim dá-me pena quem não viu aquilo que eu vi quando o Luís me perguntou “sabes quem são?” e eu, na mais cínica das retóricas, lhe perguntei “devia?” quando já todos estamos fartos de saber que murmurava perante mim mesmo “que sim que devia, claro que devia”

[esta publicação pode também ser vista aqui (e desconfio, a partir do momento em que se conta, por aqui também)]

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Daniela

Daniela


[esta publicação pode ser vista aqui também]

domingo, 2 de junho de 2013

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Tons terra em tons mar

Tons terra em tons mar


[esta publicação pode ser vista aqui também]

quarta-feira, 22 de maio de 2013

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Três momentos de uma única imagem

Three moments of a single picture

Sou observador. Mas distraído também. Reparei nas meias de uma delas quando subia a Garret. E num outro elemento de uma segunda destas miúdas numa loja do Bairro Alto. Lembro-me de sair para atender uma chamada e de, no momento em que a termino, estar virado para uma loja de roupa em segunda mão. Está ali há tanto tempo que – apesar do potencial de me tornar seu cliente ser perto de nulo – me apeteceu entrar. Ao entrar reparo numa rapariga bonita (porque, se me é permitido, antes de ser um gajo com um blogue sou apenas um gajo) e, ao sair, dou-me conta que a tal rapariga está com cada uma das miúdas em quem havia reparado antes. E, cansado, afundado no egoísmo de quem não lhe apetece esperar, sem querer interromper a busca do vestido perfeito (mas interrompendo) lá perguntei (sem lhes falar desta sucessão de encontros num espaço de cinco minutos):
– Vai uma foto?

[estes momentos podem ser vistos aqui também]

quarta-feira, 8 de maio de 2013

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Marc & Pere

Marc & Pere

Lembrei-me agora que, quando descobri uma certa hesitação nos seus rostos, lhes disse (deixando de lado aquela dose de humildade que fica bem não interessa a “quem”):
- Eu não quero apenas fazer-vos uma foto. Eu quero fazer-vos, senão “a”, pelo menos "uma das" fotos das vossas vidas.

Menos mal, quando ontem se viram aqui, escreveram-me a dizer que o consegui

quarta-feira, 24 de abril de 2013

She's still sexy when she sweats

She's still sexy when she sweats (1) she's still sexy when she sweats (2)

Acho que, em miúdo, a minha concepção de “estar bem vestido” me transportava, directamente, para um dado momento envolvido numa dada formalidade integrando, muito provavelmente, um dado evento realizado para celebrar uma dada ocasião. Ter-me-á, provavelmente, sido transmitido por uma avó ou uma amiga através de um comportamento mais ou menos efusivo, mais ou menos alambazado, num dia em que tivesse o cabelo irrepreensivelmente penteado e em que, eu mesmo, pelas opções que eu ou os meus pais tivessem tomado no que à minha indumentária diz respeito, me sentisse... mais “bem vestido”. Algures no liceu ter-me-ei deparado com o conceito de “ter estilo” e uns quantos sinónimos em jeito de calão (uns mais ridículos que outros) que, imagino, conferissem por essas alturas um dado capital social a quem as proferisse. E “estar bem vestido”, “ter estilo” ou o que quer que queiramos chamar a alguém que, pela forma como se apresenta diante de nós, nos cativa visualmente (por motivos que extravasam, objectivamente, uma dada anatomia corporal ou facial) deixou de, na minha cabeça, ser prerrogativa de um determinado momento, ocasião ou formalidade. E quantas vezes me diziam “devias era fotografar aqui ou ali porque as pessoas vão assim ou assado” quando é, precisamente, nos sítios onde há uma expectativa de encontrar pessoas que perderam mais tempo que o costume a pensar no que hão-de vestir que menos vontade tenho de fotografar. E é precisamente por causa desta lógica que esta fotografia me fazia falta há tanto tempo. Provavelmente desde que, no paredão de Carcavelos, me havia cruzado com um casal de amigos que me tinha deixado a pensar qualquer coisa como “até a transpirar aqueles sacanas têm pinta”. E é curioso porque foi justamente quando estava a transpirar com o mesmo casal que me havia deixado a pensar nessa imagem (diametralmente oposta àquela que, em miúdo, esmagado entre beijinhos e amassos, me fazia ouvir “estás tão lindo”) que vi a Sara e lhe disse que – por mais estranho que lhe pudesse parecer – gostaria de lhe fazer uma foto. E não queria fazê-lo num outro contexto qualquer. Queria fazê-lo, precisamente, à saída do ginásio


[esta publicação pode ser vista aqui também]

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Tons escuros, efeito quente

Darkr tones, warm effect

[estes tons podem ser vistos aqui também]

quarta-feira, 10 de abril de 2013

As miúdas que me fizeram perguntar ao meu amigo que ia a conduzir

As miúdas que me fizeram pedir ao meu amigo que ia a conduzir "importas-te de dar outra volta ao quarteirão para eu fotografar aquelas miúdas?"

"importas-te de voltar ao Largo da Graça e voltar a descer? é que acho que ainda apanho aquelas miúdas ali junto a São Vicente"

[as miúdas podem ser vistas aqui também]

sexta-feira, 5 de abril de 2013

A beleza das coisas simples

Beauty lies in the simplest of things Beauty lies in the simplest of things (II)

Quando se é autor de uma publicação como esta uma das piores sensações que se pode experimentar é sentir que não estamos à altura da situação. E não estar à altura da situação é, por exemplo, não ter a máquina connosco quando estamos perante alguém que adoraríamos ter por aqui. Não estar à altura da situação é sentir que temos um blogue que mudou a nossa vida e não lhe prestamos sequer a deferência de transportar a câmara connosco quando saímos de casa. No contracto social que tenho comigo mesmo enquanto autor deste blogue está algures decretado que não farei jamais o que quer que seja que não me apeteça fazer. Que não transportarei a máquina quando me apetecer dar uma volta de mãos nos bolsos, que não andarei à procura de alguém nem que se tenham passado duas semanas sem fotografar ou que não redigirei um texto apenas porque faz tempo que não escrevo um. E sinceramente, acho que é esse o segredo para continuar a vir a esta página com prazer. Talvez não a visite ou edite tão frequentemente como dantes. Talvez se passe um mês sem espreitar as estatísticas (que há 2, 3 e 4 anos verificaria diariamente) e talvez uma data de pequenas coisas que, se no passado me preocupavam, hoje não me dou sequer conta delas. Mas há coisas que não mudam. E uma delas é o gozo que tudo isto ainda me vai dando. O gozo que é sair para comprar pão, manteiga ou leite (ou o que quer que me faltasse para um pequeno almoço de Sábado) e tirar uma(s) fotografia(s) desta(s). O tal gozo que me fez iniciar este blogue. O gozo de me cruzar algures nesta capital (cada vez menos) periférica com pessoas que o nosso senso diário entende como “comuns”. O tal conceito de pessoa que podemos encontrar ao nosso lado na escola, num banco (instituição financeira ou assento estreito e comprido colocado num jardim), num escritório, num atelier, numa oficina ou numa superfície comercial. O tal conceito de pessoas que o nosso imaginário idealiza encontrar no metro, no eléctrico, no autocarro, na passadeira ou no semáforo. O tal tipo de pessoa que de tão genérico que é deixa de ser um tipo. E é neste momento que me recordo daquilo que achei outrora ser o maior propósito deste blogue. Um elogio à suposta banalidade. Um elogio aquilo que temos por “comum” (adj. 2g: do uso ou domínio de todos os de um lugar ou colectividade; que acontece ou se encontra com frequência ou facilidade; que tem características que se encontram em muitos exemplares; que é considerado geral, habitual normal) [in dicionário Priberam da Língua Portuguesa]. E agora que olho para esta imagem (cuja simplicidade – umas botas e uma gabardina – serve tão bem este propósito) e me lembro que foi tirada num Sábado de manhã enquanto esperava que chegassem as carcaças que me iriam servir de pequeno almoço dou-me conta que, das 1001 coisas que me propus fazer na vida, esta tal de elogiar a suposta banalidade (e de dar o devido valor às pequenas simplicidades da vida), foi seguramente a que cumpri melhor


[estas mesmas coisas simples podem ser vista aqui]

quarta-feira, 27 de março de 2013

Afinal o desequilíbrio também é uma coisa gira

Afinal o desequilíbrio também é uma coisa gira


[uma sequência gira deste mesmo desequilíbrio pode ser vista aqui; outras imagens mais equilibradas desta mesma face podem ser vistas ali]

quarta-feira, 20 de março de 2013

Girl in red

Girl in red


[esta publicação pode ser vista aqui também]

segunda-feira, 18 de março de 2013

quarta-feira, 13 de março de 2013

Carolina (e o seu "robe-de-rue")

Carolina

Quando vi a Carolina em frente a Serralves não lhe disse mas comentei comigo próprio que aquele casaco/trechcoat/ou-o-que-raio-lhe-queiram-chamar me fazia lembrar o roupão que ainda hoje está pendurado na porta do meu quarto em casa dos meus pais. Aliás, lembro-me de o exibir orgulhosamente na única pajama party para a qual fui convidado e de pensar que era uma pena não haver uma peça de roupa para usar fora de casa que se pudesse inspirar, de alguma forma, naquele bonito pedaço de lã. Pelos vistos alguém na Zara (não *#$#&@$ ninguém me pagou para dizer a marca, gostei tanto que desta vez fiz questão de perguntar) também deve ter, em casa dos pais ou dos avós, um roupão que nunca na vida vai querer deitar fora

[uma sequência gira deste mesmo roupão de trazer pela rua pode ser vista aqui; outros roupões e adereços desta mesma mesma Carolina podem ser vistos ali]

quarta-feira, 6 de março de 2013

A rapariga lituana

The Lithuanian girl


[esta rapariga pode ser vista aqui também]

segunda-feira, 4 de março de 2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Uma bonita visão da China

A beautiful view from China


[outras visões dessa mesma China podem ser vistas aqui também]

domingo, 24 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Impactante

Impactante

(descobri, por quem aqui vem comentar, que a rapariga impactante tem um blogue; aqui fica ele)

[esta publicação pode ser vista aqui também]

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Um parisiense vestido como um inglês numa rua de Madrid

A french guy dressed like an englishman somewhere in Madrid


Que me parece querer dizer:
- Quem te disse que já não se usa laço?

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

(também sei fazer) Cara de má

Cara de má


Dizia, no outro dia, que as pessoas que aqui aparecem têm também o poder de condicionar o que aqui acontece no futuro. Esta fotografia é prova disso mesmo. Quando aceitei este trabalho perguntaram-me se havia algum miúdo que eu gostaria de fotografar. E eu, acabado de me apresentar à Leonor em pleno Miradouro de São Pedro de Alcântara, encolhi os ombros e disse:
– Há aquela miúda que fotografei no outro dia, a Leonor. A mãe escreveu-me, posso perguntar se acha graça à ideia.
Assim foi. E quando, naquele dia ao chegar ao Jardim da Estrela, vi a Leonor pela segunda vez, percebi que o que quer que tivesse visto quando a havia avistado pela primeira não era – como aliás já desconfiava – uma mera coincidência. E mais não digo, que já começo a temer pelo ego da pequena

[a cara de má da Leonor pode ser vista aqui também]


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Shunnoz & Tekasala

Shunnoz & Tekasala

Às vezes perguntam-me por quanto mais tempo me imagino a fazer isto. Quanto mais tempo me imagino com pachorra para abordar gente aqui e ali. E sempre digo que haverá um dia em que por isto, aquilo e um monte de motivos mais deixará de ter sentido para mim assinar isto. Não sei quando virá esse dia (nem o vislumbro no horizonte) mas, volta e meia, alguém me lembra porque é que não o sinto aproximar. Foi isso que o Shunnoz e o Tekasala me fizeram sentir na passada sexta-feira. Fizeram-me sentir que, quando temos por objecto toda a humanidade (ou, pelo menos, a pequena amostra que o destino nos oferece), dificilmente arriscamos o fastio. Porque quando saio de mim e me esforço por distanciar de tudo isto dou-me conta do número de idiomas, acentos, localizações geográficas, credos religiosos, ampla diversidade cultural e visual que cada uma destas pessoas me oferece. E quando vamos visitar uns amigos a Alfragide e damos de caras com o Shunnoz e o Tekasala há algo que se torna evidente. Torna-se evidente que tão cedo não me farto disto


[esta publicação pode também ser vista aqui]

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

À chuva

Under the rain


[estas gotas podem ser vistas aqui também]

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Kim

Kim

Quando se anda há um ano e nove meses a viajar de bicicleta desde a Coreia o estilo não será, muito provavelmente, a maior das nossas prioridades. Mas é curioso que o Kim, mesmo sem aparentemente disso se dar conta, não perdeu com o ano, os outros nove meses e os muitos quilos de bicicleta, o tal sentido de estética. Pelas minhas contas, deve andar pela Serra da Arrábida por estes dias

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Insustentável leveza

Insustentável leveza


[a insustentabilidade desta beleza pode ser vista aqui também]

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Father & Son (Porto)

Tal filho tal pai (1) Tal filho tal pai (2)

Não sei se o André pai alguma vez disse ao André filho “está na hora de ouvires o teu pai / puxa para ti essa cadeira” mas, uma coisa é certa, entre os costumes que um André herdou do outro está aquele que me faz parar alguém na rua e dizer:
- Boa tarde. Gostava de lhe tirar uma fotografia
E sim, claro que sim. O título deste post veio directamente daqui

[esta dupla pode ser vista aqui também]

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Quatro anos (de histórias improváveis)

4 anos (I) 4 anos (II)

No outro dia, num casamento de uma amiga, uma miúda que nunca foi com a minha cara dizia-me “tens feito um óptimo trabalho no blogue, estás de parabéns”. E lá lhe agradeci. Meio perplexo, a pensar que até ela, a última pessoa de quem poderia esperar uma palavra simpática, podia elogiar esta porcaria. Mas antes mesmo que pudesse olhar para o mundo (ou sequer para ela) de forma distinta rematou “mas não me convences que encontras aquelas pessoas na rua, que nada daquilo foi combinado”. A verdade é que, depois de lhe questionar as capacidades cognitivas em tom irónico, dei comigo a reconhecer que metade dos acontecimentos que antecedem estas imagens são pouco ou nada credíveis. A pensar que, boa parte das histórias que estão por trás destas fotos, soam pouco ou nada realistas.


A esta senhora, à Christiane, e ao Baldo o seu galgo, encontrei-os em Paris e, um ano mais tarde, cruzei-me com eles de novo. No contexto deste blogue e de outras histórias que já contei aqui, este episódio, em bom rigor, não acresce algo de completamente novo. Mas, para vos descrever esta narrativa com precisão, é necessário regressar até Madrid um ano antes. Ela começa no momento em que abordo um parisiense na Plaza de Santa Ana e lhe tiro uma foto. Esta foto. E prossegue quando me sento com ele e a namorada. Não perdemos o contacto e acabámos por ficar amigos. Mais tarde quando o visitei em Paris e combinámos às 17h nas Tulleries o Ugo esperava-me na sua Vespa. Uma imagem interessante demais para que, antes mesmo de o cumprimentar, não tomasse a liberdade de fazer esta fotografia. E, no momento em que o fotografo, vejo-o excitado a apontar no sentido oposto da minha perspectiva. Voltei-me. Estavam ali a Christiane e o Baldo. A mesma Christiane e o mesmo Baldo com quem, pela mais pura das casualidades, me voltaria a cruzar um ano mais tarde.

Em quatro anos não foi apenas a minha vida profissional que mudou por causa deste blogue. Foi, no sentido mais lato que é possível imaginar-se, toda uma vida que se transformou. Suponho que, cada um de nós quando começa um blogue, espere que essa página acresça algo de novo à nossa vida. Aquilo que eu não poderia esperar é que esta página mudasse a minha. Como não poderia sonhar que, no momento em que fotografo um parisiense em Madrid, estivesse também a fazer um amigo. Ou que, um ano depois em visita, tivesse direito a uma festa. Esta festa, uma tal também que já passou por aqui antes. Por isso, quando digo que tanto ou mais que estilo este blogue trata de pessoas, não o faço por nenhum romantismo sôfrego. Faço-o por um motivo apenas. Faço-o porque é. Faço-o apenas porque, por sinuosas e inusitadas vias, cada uma destas pessoas determina também muito daquilo que está por diante. E se por algum motivo a minha vida mudou tanto nestes últimos anos isso aconteceu, seguramente, por causa do Ugo e de tantos outros que, por histórias muito ou pouco credíveis, tropeçaram em mim um dia. Mas por esse tropeção estão dispensados de desculpas. Mais até, sou eu que o agradeço

[este aniversário pode ser visto aqui também]

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Preto e prata

Preto e prata


[estas cruzes podem ver-se aqui também]

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Uma tarde de Outono

Uma tarde de Outono

[esta tarde pode ser vista aqui também]