quarta-feira, 11 de novembro de 2015

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

1 ano de J. LISBON

Teresa

Faz amanhã um ano que lancei o J. LISBON. Capitalizei tudo aquilo que (achava que) sabia sobre “roupa” e “digital” e propus-me a vender marcas, na sua maioria portuguesas, para União Europeia em geral e Portugal em particular, com um pouco de sorte Américas (as de cima e as de baixo) e, quem sabe, um ou outro destino exótico. Matei-me a trabalhar, requeri a prestação de dois ou três serviços e a ajuda de meia dúzia de amigos. Ou talvez de uma dúzia ou, feitas bem as contas, de dúzia e meia...

Dicas? Uma logo à cabeça. Não pensem – a não ser que sejam o Maradona da coisa – que conseguem assegurar vocês mesmos a comunicação de um projecto. Resgatem as poupanças que não chegaram a gastar na Universidade, chulem os vossos amigos ou inventem uma agência de comunicação para falar em vosso nome. Pensei comigo “poderá alguém falar do meu projecto melhor que eu mesmo?”. Esqueçam, deve haver um qualquer processo subconsciente que impele as pessoas a pensar que “se não há outra pessoa para falar sobre o teu trabalho é porque ele não merece ser comunicado”. Têm um trabalho prévio que suporta o vosso novo projecto? É bom mas não chega. Que vos parece este blogue para sustentar o interesse na única loja online portuguesa de vestuário para homem? Nada mau? Também achei. Curiosamente, da imprensa tradicional obtive o feedback esperado. Novos media dedicados ao que há de mais moderno ou urbano; lojas e conceitos, moda, lifestyle e a todos os neologismos e anglicismos que vos passem pela cabeça? Ignorado de alto a baixo. Blogues? Salvo ilustres excepções... só a pagar. Enquanto o novo Código da Publicidade não for publicado em Diário da República e não for obrigatório rotular de publicidade aquilo que durante os últimos anos tem passado por “opinião genuína e espontânea” desconfio que muitos dos bloggers não se vão maçar com conteúdos realmente editoriais. Depois de tal acontecer... talvez se interroguem sobre o sentido de uma publicação pessoal onde as últimas 7, 8  ou 9 entradas correspondam a 7, 8 ou 9 conteúdos publicitários. Enfim... isso é tema para outras núpcias mas, com toda a honestidade do mundo, se não houver um pai, um tio ou um investidor por trás a “bancar” (ou o tal Maradona da comunicação, do marketing e do networking), contem com dificuldades sérias. A vossa ideia pode ser genial e o vosso trabalho incansável. Não chega. É triste mas é provável que não chegue.

De resto, trabalho a sério. Se tiverem a oportunidade, nada como entrar numa das múltiplas incubadoras de startups que nascem todos os dias. A maior parte dos negócios nasce e morre prematuramente porque a sua razão de existir depende quase exclusivamente de uma ideia (a minha, a sua ou a de qualquer outra pessoa) que nos pareceu,  à luz da nossa perspectiva pessoal, a última das coca-colas do deserto. Falar com outras pessoas, ouvir alguém experiente, testar e validar o sonho que nos fez despertar a meio da noite com o mesmo número de batimentos cardíacos que um miúdo de 6 anos às 23:59h de 24 de Dezembro... tudo isso é decisivo.

E depois o mais importante, definir aquilo que verdadeiramente nos distingue e pensar em como é que “o-que-quer-que-isso-seja” pode ajudar, beneficiar ou aportar algo àquele que achamos ser o nosso cliente. E esta merda vale mais que tudo o que escrevi antes. Se eu acho que o J. LISBON é a loja online que melhor exibe e descreve um produto? Acho. Acredito genuinamente nisso. Mas isso não basta. E enquanto tento demonstrar isso mesmo ao resto do mundo vou tentando divertir-me também. E divertir-me pode ser, em plena Lagoa de Cabanas (Afife, Viana do Castelo), falar com uma miúda que acabei de conhecer e perguntar-lhe “achavas giro ser modelo de uma loja de roupa de homem por um dia? é que eu achava. achava mesmo”. Felizmente para mim e para o J. LISBON – e a partir de hoje, para o Alfaiate e para quem está desse lado também – a Teresa também achou. E se me é permitido um momento (genuinamente) comercial... Cliquem aqui e introduzam o endereço que vos é pedido. Se gostam desde sítio estou capaz de jurar que também gostarão daquele